Ocultando uma parte da verdade

Então, disse Zedequias a Jeremias: Ninguém saiba estas palavras, e não morrerás. Jeremias 38:24

Uma senhora foi ao ginecologista queixando-se de que não conseguia ter filhos. Ela queria saber se havia algo de errado com ela. O médico a examinou cuidadosamente e lhe pediu que fizesse ultrassonografia, tomografia computadorizada do abdome e exame genético (cariótipo).

Os exames revelaram que ela possuía gônadas masculinas intra-abdominais (hermafroditismo), ou seja, geneticamente ela era do sexo masculino. O médico, entretanto, sabia que nesses casos jamais deveria dizer a verdade total à paciente, sob pena de arruinar a vida e o casamento dela.

Ele, então, lhe disse que ela apresentava alterações genéticas e morfológicas e, associado a isso, possuía duas massas com potencial de malignidade que a inabilitavam para ter filhos. A resposta estava correta, embora ocultasse aquilo que ela não devia saber para o seu próprio bem.

O profeta Jeremias, certa vez, se deparou com situação semelhante. Acusaram-no de traição, e ele foi açoitado e preso na casa de Jônatas. Depois foi transferido para uma cela no palácio real, jogado dentro de um poço com lama, e daí levado de volta à cela. Então o rei Zedequias mandou trazê-lo, para ter uma conversa secreta com ele. Nessa conversa, Jeremias repetiu o que já lhe havia dito, isto é, que se ele se entregasse ao rei de Babilônia, tanto ele como Jerusalém seriam poupados. Caso contrário, a cidade seria queimada e ele seria preso.

Quando terminou a conversa, Zedequias disse a Jeremias que se algum oficial lhe perguntasse sobre o que haviam conversado, respondesse apenas que lhe havia pedido para não ser levado de volta à prisão da casa de Jônatas. E Jeremias fez exatamente como o rei lhe havia mandado (Jr 38:24-27).

O profeta não tinha obrigação de dizer nada àqueles oficiais. Se contasse tudo, seria morto. Sua obrigação era transmitir ao rei o alerta divino.

Todos nós temos direito ao silêncio, nos casos em que a revelação completa da verdade for danosa a uma das partes: a si próprio ou a outrem. Cristo muitas vezes dizia à pessoa curada: “Olha, não o digas a ninguém”; “acautelai-vos de que ninguém o saiba” (Mt 8:4; 9:30).

Às vezes, a lei do amor é melhor praticada pelo silêncio ou pela revelação parcial de um fato, cuja intenção é aliviar o sofrimento ou salvar, do que pela revelação franca de um fato chocante e brutal.

Peça a Deus sabedoria para escolher a melhor opção.

Eliel Oliveira - Inexplicável Perdão

Bispos e sindicatos querem descanso dominical

Para aqueles que estão acompanhando o cumprimento das profecias de Daniel e Apocalipse, o texto mostra a brevidade da volta de Jesus.

Daniel 7.25 - Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos, metade de um tempo.

Fonte: http://diariodaprofecia.blogspot.com
Uma conferência para relançar o debate sobre a protecção do Domingo decorre hoje no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Uma iniciativa que é apoiada por sindicatos europeus, organizações da sociedade civil e pela Comissão das Conferencias Episcopais da União Europeia, (COMECE) que defende um dia de repouso semanal comum a toda a sociedade, para que as famílias possam conviver e reunir-se.

Para este organismo, o Domingo é um elemento precioso, que convém reabilitar como pilar do modelo social europeu.

Entretanto, a Comissão Europeia deverá apresentar proximamente um novo projecto de directiva referente ao tempo de trabalho. Na sua versão original de 1993, o documento referia que o Domingo seria, em princípio, o dia de repouso semanal.

Um dia que, para o Bispo Coadjutor de Vila Real, D. Amândio Tomás, deveria ser dedicado à família e nunca ao trabalho

“Creio que o Domingo é um pilar do tecido social da Europa. É muito conveniente para as pessoas terem um dia em que as famílias se encontrem, se entre ajudem, dialoguem, se entreguem a actividades lúdicas, por exemplo. A sociedade precisa de um tempo comum para os diferentes membros da família se encontrarem. Se um dos pais trabalha ao Domingo, é evidente que não se encontram, o que dá lugar a autênticos dramas”, acredita o Bispo.

Fonte: http://diariodaprofecia.blogspot.com/

Prova de anatomia - Deus faz lembrar tudo o que voce estuda

Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em Meu nome, Esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. João 14:26

Gláucio Pinheiro, que estudou medicina no México, conta que no fim do primeiro ano, a classe toda estava muito cansada dos estudos. No último dia de aula haveria o exame oral de anatomia, cujo professor era muito exigente. Nesse dia ele disse aos 64 alunos da classe:

– Eu sei que vocês estão muito cansados.

E daí mostrou um recipiente, dizendo que ali dentro estavam 64 papeizinhos, sendo que 62 continham a letra V, de vacaciones (férias), e apenas 2 com a letra E, de exame. Os alunos que tirassem a letra V receberiam 10 e poderiam sair de férias. Os dois que tirassem E teriam de prestar imediatamente o exame oral, que abrangia a matéria do ano inteiro.

Gláucio orou, dizendo a Deus que havia feito a sua parte, estudando bastante, mas que seria impossível lembrar da matéria toda, caso fosse sorteado para prestar o exame. E pediu que Deus o ajudasse.

Ele foi justamente um dos dois que tirou a letra E. O professor, então, lhe fez uma única pergunta:

– Qual a enervação dos dois terços anteriores da língua?

Gláucio sabia que havia estudado esse item, mas não tinha a mínima lembrança da resposta. Ele não conseguia raciocinar, mas não podia ficar em silêncio. Então abriu a boca, começou a falar, e a resposta saiu automaticamente, sem ele pensar, como se fosse um ato reflexo.

O professor deu nota 10 e lhe desejou boas férias.

É preciso fazer de Deus nosso sócio em tudo: no trabalho, nos negócios, no lazer, e também nos estudos. Se fizermos a nossa parte, ele fará a Sua, fazendo-nos recordar aquilo que se acha escondido nos recônditos da memória. Ele não trará ao consciente o que não tiver sido colocado na mente. Por isso, vadiar durante o ano e depois pedir a ajuda divina, para lembrar o que nunca foi estudado, com certeza será uma oração não atendida.

Assim também acontece com o estudo da Palavra de Deus. Devemos estar sempre preparados para responder a todo aquele que nos pedir razão da esperança que há em nós (1Pe 3:15).

“Os cristãos que tiverem estudado diligentemente as Escrituras poderão ter a certeza de que o Espírito Santo lhes trará à mente os textos adequados à ocasião” (SDA Bible Commentary, v. 5, p. 1039).

MEDITAÇÕES DIÁRIAS 2010 - COM A ETERNIDADE NO CORAÇÃO

RUBEM M. SCHEFFEL

O fim do verão

Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos. Jeremias 8:20

Na Palestina, a colheita de cereais começa em abril e termina em junho. A colheita de frutos é feita em agosto ou setembro. Quando a safra de cereais fracassa, ainda resta a esperança de colher uvas, figos, azeitonas, etc., dois ou três meses depois.

Em 15 de janeiro do ano 588 a.C. as forças de Nabucodonosor cercaram Jerusalém, e trinta meses depois a invadiram, provavelmente em 19 de julho de 586 a.C. (SDA Bible Commentary, v. 2, p. 178). Em 2 Reis 25:3, 4 lemos que “aos nove dias do quarto mês, quando a cidade se via apertada da fome, e não havia pão para o povo da terra, então, a cidade foi arrombada, e todos os homens de guerra fugiram de noite”. A fome se tornara tão atroz, que “as mãos das mulheres outrora compassivas cozeram seus próprios filhos; estes lhes serviram de alimento na destruição da filha do Meu povo” (Lm 4:10).

Nesse contexto foi que o povo de Judá exclamou: “Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos.” Eles lamentavam o fato de que a colheita de cereais havia passado e eles não tinham podido ceifar os campos, pois as tropas inimigas cercavam a cidade e ninguém podia sair.

Até o último instante, o povo preferiu acreditar nos falsos profetas, que prometiam a intervenção divina e o livramento, em vez de acreditarem em Jeremias, que havia profetizado destruição, caso não se submetessem ao rei da Babilônia. Mas a libertação não veio. Veio a fome, o desespero e a morte. Os sobreviventes foram para o cativeiro babilônico.

E o que esses fatos históricos têm a ver conosco? Nossa cidade não está cercada por nenhum exército, e a maioria de nós não está preocupada com o que vai comer amanhã.
Mas a lição que a história nos ensina é que a paciência divina tem limites, e um dia Ele porá fim à impiedade reinante e fará a colheita dos justos.

O verão representa o tempo ideal para a salvação. Se não aproveitarmos essa oportunidade áurea, o que poderemos esperar para o futuro, quando tivermos chegado ao outono ou inverno de nossa vida? Felizmente a porta da graça ainda está aberta. “Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co 6:2).

Que tragédia alguém chegar ao fim de sua existência e exclamar: “Passou o verão e não estou salvo.” O verão termina hoje. Estamos nós salvos? Amanhã talvez seja tarde.

MEDITAÇÕES DIÁRIAS 2010 - COM A ETERNIDADE NO CORAÇÃO

RUBEM M. SCHEFFEL

Deus nunca se engana

Tudo no mesmo dia

Disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a mão. Jó 1:12

O patriarca Jó é descrito em seu livro como o maior de todos os homens do Oriente, sendo possuidor de sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois, quinhentas jumentas, e um enorme contingente de servos e servas. Além disso, era pai de sete filhos e três filhas.

Entretanto, a mais importante característica de Jó é dada no verso 1, e proclamada pelo próprio Deus: “Homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.” Essa avaliação é vital para a compreensão do drama que se seguiu. Quão digno de confiança era Jó? Seria justificável a absoluta confiança que Deus tinha nele?

Em um concílio celestial Satanás pôs em dúvida os motivos dessa lealdade, insinuando que Deus havia comprado a fidelidade de Jó com bênçãos: “A obra de suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra”(1:10). E então o maligno lançou um desafio: “Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra Ti na Tua face” (1:11).

Tal desafio exigia uma completa refutação. Então, para provar a todos os habitantes do Universo que Satanás estava errado, Deus consentiu que uma tremenda injustiça fosse cometida contra um dos Seus santos: “Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a mão.”

De repente a vida abundante, calma e tranquila de Jó sofreu vários golpes ao mesmo tempo, pois as provações de Satanás são geralmente simultâneas, para, se possível, derrubar de modo irremediável um filho de Deus.

E assim, no mesmo dia, Jó perdeu as jumentas, os bois, camelos, servos, pastores, e o pior de tudo – os dez filhos. Ele agora não tinha mais nada. E como não sabia que estava no meio de um fogo cruzado entre Deus e Satanás, atribuiu resignadamente seus males a Deus, dizendo: “O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (v. 21).

Muitos santos de Deus, com a alma cheia de dor causada por perdas, têm exclamado como Jó: “O Senhor o deu e o Senhor o tomou”, mal sabendo que esta é apenas uma meia-verdade, pois o Senhor é quem dá, mas Satanás quem tira.

Jó sobreviveu a este primeiro turno, mantendo intacta sua fé em Deus. Ele é um exemplo de lealdade para todos nós. E então veio o segundo teste, ainda mais cruel.

O segundo teste

Disse o Senhor a Satanás: Eis que ele está em teu poder; mas poupa-lhe a vida. Jó 2:6

No segundo concílio celestial Satanás não parece impressionado com a fidelidade de Jó, após ter perdido tudo, e diz com desprezo a Deus:

– Ora, isso não é nada! Um homem aguenta qualquer coisa para salvar a vida. Faze-o sofrer um pouco e blasfemará contra Ti na Tua face!

Novamente Deus permitiu que Satanás afligisse Jó ainda mais, com a ressalva de não lhe tirar a vida.

Então Satanás saiu da presença de Deus decidido a causar tanto sofrimento a Jó a ponto de este desejar a morte. Feriu-o “de tumores malignos, desde a planta do pé até ao alto da cabeça” (2:7).

Para garantir sua vitória, Satanás usou também algumas pessoas. Os amigos de Jó, em vez de lhe trazerem conforto, procuraram levá-lo a crer que ele era o culpado de tudo. Sua esposa, que deveria ser a primeira a dar-lhe apoio, aconselhou-o a amaldiçoar a Deus e morrer.

E se Jó, num momento de desespero e fraqueza, amaldiçoasse a Deus, Satanás se proclamaria vitorioso. Então Deus teria de admitir, perante todos os habitantes do Universo, que se enganara a respeito de Jó. O que pensariam eles? Ficariam boquiabertos e diriam: “O Grande Soberano do Universo Se enganou! O Criador cometeu um erro de avaliação! E se isto aconteceu uma vez, não poderia acontecer mais vezes?”

Veja em que situação ficaria a presciência divina. Se Jó falhasse, Deus também falharia! Nós temos duas opções aqui: se acreditamos que Deus não sabia qual seria o resultado desse desafio, teremos de admitir que Ele cometeu uma verdadeira loucura, ao apostar Seu caráter e reputação no comportamento de um homem. A segunda opção é a de acreditar que Deus sabia o resultado, pois Ele conhece o fim desde o princípio. Nesse caso, Ele não Se arriscou, mas teremos de concluir que Ele conhecia Jó tão bem que foi capaz de prever qual seria sua reação em meio ao sofrimento.

Eu fico com a segunda opção. Deus nos conhece perfeitamente, conforme nos diz Sua palavra: “Antes que Eu te formasse no ventre materno, Eu te conheci” (Jr 1:5). Deus “conhece os segredos dos corações” (Sl 44:21). Ele nos conhece pelo nome (Êx 33:12). “O Senhor conhece os pensamentos do homem” (Sl 94:11).

Por outro lado, a experiência de Jó mostra que Satanás comete erros de avaliação, pois “não pode ler os nossos pensamentos” (Mensagens aos Jovens, p. 328).

Deus nos deu o livro de Jó para advertir-nos quanto ao poder do maligno. E especialmente para que saibamos que, quando confiamos em Deus e nos entregamos sem reservas a Ele, podemos ser vencedores.

Meditações Matinais - COM A ETERNIDADE NO CORAÇÃO

RUBEM M. SCHEFFEL

Tropeçando em palavra

Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo. Tiago 3:2

O que significa “não tropeçar no falar”? Estaria o apóstolo se referindo às pessoas que pronunciam bem as palavras, sem cometer qualquer erro de dicção, como alguns repórteres do noticiário da televisão? Teria ele em mente aqueles que têm perfeito domínio da língua materna, e não cometem erros de concordância ou regência verbal? Os que não dizem palavrões nem usam gíria? Ou será que o texto tem a ver com palavras ríspidas, ofensivas, dirigidas a outrem?

Ora, a palavra é o nosso principal veículo de comunicação interpessoal e tem o poder de influir sobre o nosso estado de ânimo, interferir em nossas emoções e provocar reações físicas. Daí por que as Escrituras dão tanta importância às palavras. Vejamos alguns exemplos:

“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15:1). “A morte e a vida estão no poder da língua” (Pv 18:21). “Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele” (Pv 29:20).

Tanto os salmistas quanto os profetas suplicaram ao Senhor que pusesse um “guarda” à sua boca e vigiasse “a porta” dos seus lábios (Sl 141:3) para ajudá-los a “não pecar com a língua” (Sl 39:1).

Ao receber o chamado do Senhor, Isaías se lamentou por ser um “homem de lábios impuros”, que habitava “no meio de um povo de impuros lábios” (Is 6:5). Até mesmo Moisés, o homem mais manso que havia sobre a terra, um dia perdeu a paciência com o povo de Israel, em Meribá, e “falou irrefletidamente” (Sl 106:33).

O próprio Cristo encareceu o valor das palavras, ao advertir: “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (Mt 12:36, 37).

Tomando por base tudo o que os autores da Bíblia falaram, conclui-se que a afirmação do apóstolo Tiago, com certeza, não tem por objetivo enaltecer o uso correto do vernáculo, embora isto seja louvável. Ele está falando dos pecados da língua e do dever de refreá-la.

E como se consegue isso? Jesus disse que “a boca fala do que está cheio o coração” (Lc 6:45). Logo, a primeira coisa que um homem deve fazer é entregar o coração a Deus, pois o controle da língua só será possível quando Cristo controlar o coração.

MEDITAÇÕES DIÁRIAS 2010 - COM A ETERNIDADE NO CORAÇÃO

RUBEM M. SCHEFFEL

NADSON PORTUGAL-``Tem alguém orando´´

Estilo de Vida Cristã

O estudo de hoje é muito prático. Veremos o que a Bíblia diz acerca de como viver uma vida cristã de sucesso.
Vamos orar: “Querido Pai do Céu, obrigado por nos teres chamado a conhecer como é bom o vosso amor manifestado em Jesus. É bom saber que cada um de nós é único aos Vossos olhos, concedei-nos o Espírito Santo para nos abrir a mente e o coração para o assunto que vamos estudar, em nome de Jesus, amem.”
Já percebemos que estamos a viver nos últimos dias. Hoje vamos aprender a viver para Jesus antes da Sua vinda.
Vamos encontrar o nosso primeiro texto em Apocalipse 14:6,7:
“E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.”
Vivemos na hora do julgamento da história da Terra. Nos estudos anteriores vimos que esta hora estava prevista em Daniel 8:14 para começar em 1844 e é simbolizado pela purificação do santuário.
No Velho Testamento, a purificação do santuário era um dia muito importante. Vamos ver o que as pessoas faziam nesse dia.
Levíticos 16:30 “Porque nesse dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; de todos os vossos pecados sereis purificados perante o Senhor.”
As pessoas eram purificadas dos seus pecados.
Esta hora do julgamento antes da vinda de Jesus como a purificação do santuário. Deus está a procurar purificar o seu povo do pecado antes da vinda de Jesus.
Vamos ler um texto que descreve esta purificação do povo de Deus. 1ª João 3:2,3
“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos. E todo o que nele tem esta esperança, purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro.”
A esperança da breve vinda de Jesus tem um efeito purificador nos cristãos. Queremos que o nosso carácter seja semelhante ao d`Ele para que O possamos ver.
Vamos abrir a Bíblia em 2ª Coríntios 6:16-18:
“E que consenso tem o santuário de Deus com ídolos? Pois nós somos santuário de Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Pelo que, saí vós do meio deles e separai-vos, diz o Senhor; e não toqueis coisa imunda, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.”
A purificação do santuário no Céu tem a sua correspondência na nossa purificação do pecado. Nós somos templos. Para que esta purificação se realize, colaboramos com o Espírito e deixamos as coisas impuras. O que são essas coisas impuras? Vamos continuar a ler.
2ª Coríntios 7:1: “Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundície da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus.”
Devemos ser purificados das coisas imundas que são da carne, ou seja, coisas físicas, e do espírito, coisas que são espiritualmente imundas.
Os escritores da Bíblia tinham muitas instruções práticas para os novos crentes acerca de como se podiam purificar das influências pecaminosas que o diabo colocou no mundo. Vamos ver algumas dessas instruções e saber como é que elas nos podem ajudar a tomar decisões positivas na nossa vida.
Filipenses 4:8: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”
Este é um excelente texto para nos ajudar a tomar decisões acerca do que vemos na televisão, nos vídeos, nos filmes e nas actividades recreativas em que participamos, e até mesmo dos livros e revistas que lemos. Não devemos permitir que a nossa mente se polua com as coisas que não se regem por este padrão. Em vez disso devemos preencher as nossas mentes com o que é puro e bom. Porque é que Deus nos diz para fazermos isso? Gálatas 5:16-25:
“Digo, porém: Andai pelo Espírito, e não haveis de cumprir a cobiça da carne. Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade. A mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito.”
Embora tenhamos nascido de nova, ainda temos duas naturezas vivas dentro de nós. A carne e o espírito. A natureza espiritual quer agradar a Deus. Mas a velha natureza pecaminosa ainda procura influenciar as nossas decisões. O diabo não se importa se os cristãos crêem em Jesus desde que essa crença não purifique e não mude o nosso coração e as nossa acções.” (Tiago 2:19,20).
Portanto temos de ter cuidado com a natureza que alimentamos. Se alimentamos a nossa natureza pecaminosa ao ver, ler ou participar em coisas que não estão de acordo com os padrões de Filipenses 4:8, então vamos fortalecer o homem pecador e será impossível ser semelhante ao carácter de Cristo. Por outro lado, se nos agastamos dessas influências malignas e optamos por encher o nosso coração e mente com aquilo que glorifica Deus, seremos cristãos mais felizes, os outros verão Cristo em nós, e teremos mais sucesso na nossa vida cristã.
É por isso que eu gosto de colocar esta pergunta a mim mesmo: “o que é que Jesus faria se Ele estivesse aqui comigo?” Esta é uma boa pergunta que podemos colocar em qualquer altura. Eu quero que Jesus e os Seus anjos estejam comigo sempre. Não quero colocar-me voluntariamente num ambiente impuro que deixa os anjos pouco à vontade, não podendo assim ficar comigo. O que faria Jesus?
É por isso que eu não vejo tudo o que passa na televisão. É por isso que eu não frequento discotecas. Consegue imaginar Jesus a ficar na pista de dança, fazendo movimentos sexualmente sugestivos?
Que outra instrução prática dá a Bíblia aos cristãos?
1ª Timóteo 2:9,10: “Quero, do mesmo modo, que as mulheres se ataviem com traje decoroso, com modéstia e sobriedade, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos custosos. Mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.”
Também podemos aplicar isto aos homens. Devemos vestir de forma modesta. A moda pouco modesta suscita as paixões do corpo. Não ajuda os outros a aproximarem-se de Cristo. A nossa face também deveria reflectir o amor de Deus e não deveria ser pintada de forma pouco natural.
O cabelo entrançado não se refere a arranjar o cabelo. Refere-se ao uso de jóias e de ouro no cabelo. Não devemos usar outro, pérolas ou roupas caras. (Cabelo entrançado: “Muitas vezes eram misturadas placas finas de ouro com o cabelo, para parecer mais ornamental por causa do reflexo da luz e dos raios solares. Eram também usadas pequenas fivelas de outro em diferentes partes; e as senhoras romanas usavam pérolas e pedras preciosas de diferentes cores.” Adam Clarke`s Commentary On the Bible).
À primeira vista esta instrução pode parecer estranha, mas na realidade não é. Esta instrução era normalmente dada aos novos crentes.
Podemos também ler onde Pedro deu o mesmo conselho:
1ª Pedro 3:3,4: “O vosso adorno não seja o enfeite exterior, como as tranças dos cabelos, o uso de jóias de ouro, ou o luxo dos vestidos, mas seja o do íntimo do coração, no incorruptível traje de um espírito manso e tranquilo, que és, para que permaneçam as coisas.”
O nosso ornamento não deve ser exterior, mas sim interior e estar relacionado com os valores de Deus: espírito humilde e piedoso.
Esta instrução em relação ao uso de jóias era habitualmente seguida pelos cristãos, mas à medida que as Igrejas se conformaram mais com o mundo, negligenciaram estes ensinos bíblicos. John Wesley, fundador da Igreja Metodista, ensinou que “Usar ouro, (como forma de ornamento,) e vestir roupas caras …nunca deveria ser permitido, e muito menos defendido pelos cristãos” (John Wesley`s Explanatory Notes on the Whole Bible – Noteas Explicativas de John Wesley sobre toda a Bíblia, acerca de 1ª Pedro 3:3.
Veja o que Deus pediu ao povo antes de entrarem na Terra Prometida
Êxodo 33:1-6: “Disse mais o Senhor a Moisés: Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir da terra do Egipto, para a terra a respeito da qual jurei a Abraão, a Isaque, e a Jacó, dizendo: à tua descendência a darei. E enviarei um anjo adiante de ti (e lançarei fora os cananeus, e os amorreus, e os heteus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus), para uma terra que mana leite e mel; porque eu não subirei no meio de ti, porquanto és povo de cerviz dura; para que não te consuma eu no caminho. E quando o povo ouviu esta má notícia, pôs-se a prantear, e nenhum deles vestiu os seus atavios. Pois o Senhor tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És um povo de dura cerviz; se por um só momento eu subir no meio de ti, te consumirei; portanto agora despe os teus atavios, para que eu saiba o que te hei de fazer. Então os filhos de Israel se despojaram dos seus atavios, desde o monte Horebe em diante.”
Sempre que Deus afasta o Seu povo do pecado e os leva a ter uma nova experiência com Ele, pede sempre que tirem as jóias. (Ver Génesis 35:1-4; Isaías 3:16-23). Agora que vivemos na hora do julgamento, precisamos de regressar à Bíblia. Deus está pronto para nos conduzir para o Céu.
Que outra instrução relacionada com o estilo de vida dá Deus nos últimos dias?
Hebreus 10:25: “Não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.”
Quanto mais nos aproximamos do dia da vinda de Jesus, mais deveríamos aproveitar a oportunidade de nos reunirmos com outros crentes. Isto inclui adorar Jesus ao Sábado.
Seguir Jesus inclui seguir os princípios de estilo de vida. Não fazemos estas coisas para ganhar a salvação. A salvação é um dom de Deus através da morte de Jesus na cruz. Mas como somos redimidos pela Sua graça, queremos agradar-Lhe. É essa a motivação para viver uma vida que segue as instruções de Deus. Vamos terminar com este pensamento que encontramos em 1ª João 3:18,22: “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade. E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista.”
O nosso amor a Deus não se expressa através das nossas palavras. Mostramos o amor por Ele pelas nossas acções e seguindo a verdade. É por isso que guardamos os mandamentos de Deus e procuramos fazer o que é agradável aos Seus olhos.
Apelo: Eu sei que ama Jesus. Vamos orar e dizer-Lhe novamente que o amamos, que temos o desejo de ser purificados nesta hora de julgamento e que queremos agradar-Lhe com a nossa forma de viver?
Oremos: “Senhor da Glória, vivemos numa cultura que em nada se identifica com os princípios exarados na Vossa Palavra, por essa razão temos dificuldade em compreende-los e especialmente a pôr em pratica tais ensinamentos. Porem queremos seguir adiante e ser fies, ajuda-nos por favor em nome de Jesus, amem.”
Fonte: http://estudoprofetico.blogspot.com/2009_02_01_archive.html

Seguindo o rastro

Extraído do Livro No Limiar do Tempo do Fim
Apocalipse: para muitos um livro que guarda mistérios impenetráveis. Para outros, um livro cheio de histórias mitológicas baseadas na imaginação ou crença popular. Para Jesus Cristo, seu Autor, um livro maravilhoso de abundantes revelações sobre o futuro:
"Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer... Bem aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo" (Apocalipse 1:1,3).
A revelação de Jesus, formada no Apocalipse,[a] não foi dada em linguagem direta, mas em linguagem simbólica. Da mesma maneira que o general do exército envia instruções através do rádio por meio de palavras em código, a fim de que somente seus soldados (que conhecem o significado) recebam a mensagem. Jesus envia sua revelação em código para garantir que a mensagem chegue somente até os sinceros seguidores de sua Palavra no tempo do fim.O Senhor disse ao profeta Daniel:
"... Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até o tempo do fim. Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão ímpiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão"(Daniel 12:9-10).
Como os sábios compreenderão? O Espírito Santo concentrou na Bíblia todo o conhecimento necessário para o discernimento total de suas profecias. Ninguém está autorizado de se desviar da interpretação dada pela Palavra de Deus. Ninguém está autorizado a explicá-la segundo seu critério ou ponto de vista pessoal:
"Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo" (2 Pedro 1:20,21).
Ainda que a Bíblia contenha em si mesma a interpretação de seus símbolos, é necessário que quem a leia discirna espiritualmente.[b] O que significa que todo aquele que deseje compreender as profecias deve procurar, em primeiro lugar, achegar-se a Deus e fazer dele o seu melhor amigo. Na realidade este é o primeiro e mais importante passo, assim afirma um dos mais grandes reformadores de todos os tempos, Martinho Lutero:
"Não se pode chegar a compreender as Escrituras, nem com o estudo, nem com a inteligência; vosso primeiro dever é pois começar pela oração. Pedi ao Senhor que seja digno, por sua grande misericórdia, conceder-vos o verdadeiro conhecimento de sua Palavra. Não há outro intérprete da Palavra de Deus, que o mesmo Autor desta Palavra, segundo o que foi dito: `Todos serão ensinados por Deus'. Nada espereis de vossos estudos nem de vossa inteligência; confia unicamente em Deus e na influência de seu Espírito. Crê no homem que experimentou isto".[c]
Podemos concluir então, que o único meio seguro para entender qualquer profecia é pedir a Deus em oração com um coração humilde e suscetível de ser ensinado. Se deixarmos nosso próprio critério de lado e permitirmos que Deus nos fale através de sua Palavra, nos assombraremos da clareza daquilo que antes parecia tão confuso e sem sentido.
O método que utilizaremos para identificar a besta será o mesmo que Jesus Cristo utilizou ao explicar suas profecias.[d] Este método consiste em tomar a passagem que se quer entender e compará-la com outras que falem acerca do mesmo tema, a fim de encontrar pistas e semelhanças que nos permitam chegar a uma identificação segura e clara.
No capítulo anterior vimos que todos aqueles que se unam à besta em seu propósito de perseguir ao povo de Deus, receberão a justa retribuição divina.[e] De onde surgiu esta besta? Deixemos que a Bíblia por si mesma nos dê a resposta:
1E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças um nome de blasfêmia.
2E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de urso, e a sua boca, como a de leão; e o dragão deu-lhe seu poder, e o seu trono, e grande poderio.
3E vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta.
4E adoraram o dragão que deu à besta seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?
5E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias; e se lhe deu poder para continuar por quarenta e dois meses.
6E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu.
7E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los; e se lhe deu poder sobre toda tribo, e língua, e nação.
8E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
9Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça. 10Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto...
14...à besta que recebera a ferida de espada e vivia.
18Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, porque é número de homem; e o seu número é seiscentos e sessenta e seis" (Apocalipse 13:1-10,14,18).[f]
Tendo esta passagem como base, lhe convido agora a tomar um papel e escrever uma lista própria com todas as características da besta que possa encontrar, coloque-as uma abaixo da outra e deixe um espaço suficiente na frente de cada uma para escrever ali o que posteriormente lhe mostrarei.
Pronto? Depois deste primeiro passo você deve ter obtido uma lista similar a esta:
A besta sobe do mar (v.1).
Tem sete cabeças (v.1).
Tem dez chifres (v.1)
Tem características de outros três animais: um leopardo, um urso e um leão (v.2).
Recebe o poder de outro animal: um dragão (v.2).
Tem boca que fala arrogâncias (v.5).
Blasfema contra Deus (v.6).
Blasfema contra o Tabernáculo (v.6).
Blasfema contra os que habitam no céu (v.6).
Receba autoridade para governar durante 42 meses (v.5).
Sua autoridade é sobre toda tribo, povo, língua e nação (v.7).
Faz guerra contra os santos e os vence (v.7).
Recebe finalmente uma ferida de morte (v.10).
Sua ferida é sarada (vs. 3,14).
Por favor, leia estas características quantas vezes for necessário para familiarizar-se com elas, se possível, repita-as até memorizá-las. Uma vez feito isto, leia atentamente o seguinte extrato dos capítulos 7 e 8 do livro do profeta Daniel, tratando de encontrar o maior número de semelhanças e escrevê-las no espaço em branco que você deixou na frente de cada enunciado de sua lista.
As marcações em itálico acrescentadas ao texto lhe permitirá encontrá-las com maior facilidade:
"3E quatro animais grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar.
4O primeiro era como leão...
6Depois disso, eu continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo... tinha também este animal quatro cabeças...
7Depois disso.. e eis aqui o quarto animal[o dragão], terrível e espantoso e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez pontas[chifres].
8Estando eu considerando as pontas, eis que entre elas subiu outra ponta pequena...
20...daquela ponta, digo, que tinha olhos, e uma boca que falava grandiosamente, e cuja aparência era mais firme do que a das suas companheiras.
21Eu olhava, e eis que essa ponta fazia guerra contra os santos e os vencia.
25E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues nas suas mãos por um tempo, e tempos, e metade de um tempo" (Daniel 7:1-28).
"...9E de uma delas saiu uma ponta mui pequena, a qual cresceu muito para o meio-dia, e para o oriente, e para a terra formosa.
10E se engrandeceu até o exército dos céus...
11E se engrandeceu até o príncipe do exército; e por ele foi tirado o contínuo sacrifício, e o lugar do seu santuário foi lançado por terra.
12E o exército lhe foi entregue, com o sacrifício contínuo, por causa das transgressões; e lançou a verdade por terra; fez isso e prosperou.
24E se fortalecerá a sua força, mas não pelo seu próprio poder; e destruirá maravilhosamente, e prosperará, e fará o que lhe aprouver; e destruirá os fortes e o povo santo.
25E, pelo seu entendimento, também fará prosperar o engano na sua mão; e, no seu coração, se engrandecerá, e, por causa da tranqüilidade, destruirá muitos, e se levantará contra o príncipe dos príncipes, mas, sem mão, será quebrado" (Daniel 8: 1-27).
Impressionante, verdade? A semelhança existente entre os capítulos 7 e 8 de Daniel com o capítulo 13 do Apocalipse é evidente. Sem dúvida alguma, em Daniel se encontram as chaves para fazer a identificação da besta. Compare agora seus achados com o que aparece na continuação e tire suas próprias conclusões:
Apocalipse 13:1 apresenta um animal que sobe do mar, Daniel 7:3 nos apresenta, não um, mas quatro animais que sobem do mar.
Apocalipse 13:1 mostra um animal com sete cabeças; Daniel 7:6 nos mostra outro animal com a mesma característica, ainda que com três cabeças a menos que a primeira.
Apocalipse 13:1 e Daniel 7:7 falam sobre dez chifres.
Apocalipse 13:2 apresenta uma besta que têm traços tomados de um leopardo, um urso e um leão; Daniel 7:4-6 nos apresenta estes mesmos três animais selvagens, não como simples características, mas como animais livres e independentes.
Apocalipse 13:2 mostra um dragão que entrega seu poder à besta, Daniel 7:7,8 nos mostra que o mesmo dragão(o quarto animal terrível) dá seu poder ao chifre pequeno, fazendo deste último tão terrível quanto a besta que surgiu.
Apocalipse 13:5 nos diz que a besta tem boca que profere grandes coisas; Daniel 7:20 nos apresenta um chifre pequeno com uma boca que falava grandiosamente.
Apocalipse 13:6 diz que a besta blasfema contra Deus; Daniel 7:25 e Daniel 8:11,25 dizem que o chifre pequeno profere palavras contra o Altíssimo e se levanta contra o Príncipe dos príncipes.
Apocalipse 13:6 diz que a besta blasfemaria contra o tabernáculo; Daniel 8:11 diz que o chifre pequeno lança por terra o lugar do santuário.
Apocalipse 13:6 mostra a besta blasfemando contra os que habitam no céu. Da mesma forma, Daniel 8:10 mostra o chifre pequeno crescendo até chegar ao exército do céu.
Apocalipse 13:5 diz que a besta governará durante 42 meses; Daniel 7:25 diz que o chifre pequeno governará durante o mesmo período: três anos e meio.[g]
Apocalipse 13:7 mostra a besta tendo autoridade sobre toda a tribo, povo, língua e nação; Daniel 8:9 mostra este mesmo poder territorial ao dizer que o chifre pequeno cresceu muito para o meio-dia, e para o oriente, e para a terra formosa.
Apocalipse 13:7 diz que a besta faria guerra contra os santos [h] e os venceria; Daniel 7:21 e Daniel 8:24 mostram o chifre pequeno fazendo guerra contra os santos, vencendo-os.
Levando em conta o texto anterior podemos concluir com certeza, que a besta do Apocalipse 13 e o chifre pequeno de Daniel, são representações equivalentes a uma mesma entidade.
Não se preocupe pela aparente complexidade destes símbolos pois nos próximos capítulos analisaremos cada um deles de forma simples e compreensível. À medida que avançarmos em nosso estudo você se convencerá que a profecia é fácil de entender e que foi dada para ser compreendida especialmente pelos mais humildes e sinceros.
Conclusões:
O seguinte resumo ajudará a clarear na mente do leitor os principais pontos deste capítulo:
O Apocalipse é uma mensagem em códigos que revela os eventos que hão de acontecer no futuro. Esta mensagem está expressada mediante o uso de diferentes símbolos.
O Apocalipse é a revelação de Jesus Cristo. Portanto, de uma ou outra maneira deve-se entender, senão, não seria revelação.
A interpretação do Apocalipse não pode basear-se na suposição ou especulação, num estudo cuidadoso das chaves que Deus nos deixou em sua Palavra.
Não bastam inteligência nem estudos, o homem necessita de Deus e da influência de seu Espírito para entender a profecia sem se confundir.
As Escrituras mencionam a existência de mais de uma besta: leão, urso, leopardo, dragão, etc. As características da besta de Apocalipse 13 enviam nossa visão ao livro de Daniel.
A besta de Apocalipse 13 e o chifre pequeno de Daniel 7 e 8 são representações de uma mesma entidade.
[a] Apocalipse (Apokavluyi"). Palavra grega que literalmente significa revelação. Léxicon Mejorado de Strong (602).
[b] 1 Coríntios 2:14
[c] D'Aubigné, livro 3, cap. 7. Citado em El Conflicto de los Siglos, pág. 142.
[d] Lucas 24:25-27, 31.
[e] Apocalipse 14:9-12.
[f]Os números pequenos em negrito correspondem aos versículos do capítulo em questão, conforme estão registrados na Bíblia.
[g] Versão Dios Habla Hoy. A versão RVR95 traduz "tempo, tempos e meio tempo" onde "tempo"=1, "tempos"=2. Por tanto 1+2+½ =3 ½ tempos ou anos. 3 ½ anos x 12 (meses por ano)= 42 meses
[h] O povo de Deus, sua igreja (Salmos 148:14; Atos 26:10, cf. Atos 8:3).

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