Herdeiros do rei


O vencedor herdará estas coisas, e Eu lhe serei Deus, e ele Me será filho. Apocalipse 21:7.

Não fiquemos desalentados; não desfaleçamos. Embora tenhamos tentações; embora sejamos assediados pelo astuto inimigo, se o temor de Deus estiver diante de nós, anjos valorosos em poder serão enviados em nosso auxílio e poderemos estar à altura de enfrentar os poderes das trevas. Jesus vive. Ele morreu para prover um meio de escape à raça caída; e vive hoje para fazer intercessão por nós, a fim de que sejamos exaltados à Sua destra. Tenhamos confiança em Deus. O mundo anda no caminho largo; e ao andar no caminho estreito e ter de lutar com principados e potestades, e enfrentar a oposição de inimigos, lembremos de que foram tomadas providências a nosso favor. A ajuda está a cargo de Alguém que é poderoso; e por meio d'Ele podemos vencer.

Saiamos do meio deles, separemo-nos, declara Deus, e Eu os receberei, e serão filhos e filhas do Senhor todo-poderoso. Que promessa é esta! É uma garantia para nós de que nos tornaremos membros da família real, herdeiros do reino celestial. Se uma pessoa é honrada por algum dos monarcas da Terra, ou passa a ter alguma ligação com ele, como isso é propagado pelos periódicos do dia e excita a inveja dos que não se consideram tão afortunados! Aqui, no entanto, está Alguém que é Rei acima de todos, o Soberano do Universo, o Originador de tudo que é bom; e Ele nos diz: Farei de vós Meus filhos e filhas; Eu vos unirei a Mim mesmo; tornar-vos-eis membros da família real, filhos do celeste Rei.

E então Paulo diz: “Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.” 2 Coríntios 7:1. Por que não faríamos isso, se temos tal incentivo — o privilégio de tornar-nos filhos do Deus Altíssimo, o privilégio de chamar o Deus do Céu de nosso Pai? — The Review and Herald, 31 de Maio de 1870.

Vitoriosos, afinal!

 
Porque, ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará; todavia, o Meu justo viverá pela fé, e: Se retroceder, nele não se compraz a Minha alma. Hebreus 10:37, 38.

Companheiro peregrino, nós estamos ainda em meio às sombras e tumultos das atividades terrenas; mas logo nosso Salvador deverá aparecer para nos dar livramento e repouso. Olhemos pela fé ao bendito futuro, tal como a mão de Deus o pinta. Aquele que morreu pelos pecados do mundo está franqueando as portas do Paraíso a todo que n'Ele crê. Logo a batalha estará finda, e a vitória ganha. Breve veremos Aquele em quem se têm centralizado nossas esperanças de vida eterna. Em Sua presença, as provas e sofrimentos desta vida parecerão como se nada fora. “Não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas.” Isaías 65:17. “Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará.” Hebreus 10:35-37.

Olhai para cima, olhai para cima, e permiti que vossa fé cresça continuamente. Permiti que esta fé vos guie pelo caminho estreito que leva através das portas da cidade para o grande além, o vasto e ilimitado futuro de glória que há para os remidos. “Sede, pois, irmãos, pacientes, até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima.” Tito 5:7, 8.

As nações dos remidos não conhecerão outra lei senão a lei dos Céus. Todos serão uma família unida e feliz, revestida com as vestes de louvor e ações de graças. ... Sobre essa cena, as estrelas da manhã cantarão em uníssono, e os filhos de Deus exultarão de alegria, enquanto Deus e Cristo Se unirão proclamando: “Não haverá mais pecado nem morte.” Apocalipse 21:4.The Review and Herald, 1 de Julho de 1915.

Sábado Um Dia de Esperança


O Sábado e a Familia

“Isso é um sinal entre Mim e vós...; para que saibais que Eu sou o Senhor.”

O valor do sábado como meio educativo, está além de toda a apreciação. O que quer que, de nossas posses, Deus exija de nós, Ele devolve enriquecido, transfigurado e com Sua própria glória. O dízimo que Ele exigia de Israel era dedicado a preservar entre os homens, em sua gloriosa beleza, o modelo de Seu templo nos Céus — sinal de Sua presença na Terra.
Assim, a porção de nosso tempo que Ele reclama, nos é de novo dada, trazendo o Seu nome e selo. É “um sinal”, diz Ele, “entre Mim e vós...; para que saibais que Eu sou o Senhor”; porque “em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou”. Êxodo 31:13; 20:11.
O sábado é um sinal do poder criador e redentor; ele indica a Deus como a fonte da vida e do saber; lembra a primitiva glória do homem, e assim testifica do propósito de Deus em criar-nos de novo à Sua própria imagem.
O sábado e a família foram, semelhantemente, instituídos no Éden, e no propósito de Deus acham-se indissoluvelmente ligados um ao outro. Neste dia, mais do que em qualquer outro, é-nos possível viver a vida do Éden. Era o plano de Deus que os membros da família se associassem no trabalho e estudo, no culto e recreação,sendo o pai o sacerdote da casa, e pai e mãe os professores e companheiros dos filhos.
Mas os resultados do pecado, tendo mudado as condições da vida, impedem em grande parte esta associação. Muitas vezes o pai dificilmente vê a face de seus filhos durante toda a semana. Acha-se quase totalmente privado de oportunidade para a companhia ou instrução. O amor de Deus, porém, estabeleceu um limite às exigências do trabalho.
Sobre o sábado Ele põe Sua misericordiosa mão. No Seu próprio dia Ele reserva à família a oportunidade da comunhão com Ele, com a Natureza, e uns para com outros. Visto que o sábado é a memória do poder criador, é o dia em que de preferência a todos os outros devemos familiarizar-nos com Deus mediante Suas obras.
Na mente infantil, o próprio pensamento do sábado deve estar ligado à beleza das coisas naturais. Ditosa é a família que pode ir ao lugar de culto, aos sábados, como iam Jesus e Seus discípulos à sinagoga, através de campos, ao longo das praias do lago, ou por entre bosques. Ditosos são o pai e a mãe que podem ensinar a seus filhos a Palavra escrita de Deus com ilustrações tiradas das páginas abertas do livro da Natureza; que podem com eles reunir-se sob as verdes árvores, no ar fresco e puro, para estudar a Palavra e cantar os louvores do Pai celestial. Por meio de tais associações, os pais poderão ligar os filhos a seu coração, e assim a Deus, mediante laços que jamais se hão de romper. Como um meio de ensino intelectual, as oportunidades do sábado são incalculáveis.
Que se aprenda a lição da Escola Sabatina, não olhando rapidamente ao texto da mesma no sábado de manhã, mas estudando cuidadosamente para a próxima semana, no sábado à tarde, com recapitulação ou ilustração diária durante a semana. Assim a lição se fixará na memória, como um tesouro que jamais se perderá completamente.
Ouvindo o sermão, notem os pais e os filhos o texto e os versículos citados, e tanto quanto possível o fio do pensamento, para repeti-los uns aos outros em casa. Isto muito fará no sentido de remover o aborrecimento com que as crianças tantas vezes escutam um sermão, e cultivará nelas o hábito da atenção e do pensamento sério.
A meditação nos temas assim sugeridos revelará ao estudante tesouros com que jamais sonhou. Ele provará na sua própria vida a realidade da experiência descrita nas Escrituras: “Achando as Tuas palavras, logo as comi, e a Tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração.” Jeremias 15:16. “Meditarei nos Teus estatutos.” “Mais desejáveis são que o ouro, sim, do que muito ouro fino. ... Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa.” Salmos 119:48; 19:10, 11.

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Biografias Bíblicas III - Que espécie de fruto?

 
Segundo eu tenho visto, os que lavram a iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo eles segam. Jó 4:8.

Para fins educativos, nenhuma parte da Bíblia é de maior valor do que as suas biografias. Estas diferem de todas as outras, visto serem absolutamente fiéis. É impossível a qualquer pessoa finita interpretar corretamente, em tudo, os feitos de outrem. Ninguém, a não ser Aquele que lê o coração, que pode divisar a fonte secreta dos intuitos e das ações, poderá com verdade absoluta delinear o caráter, ou dar uma descrição fiel de uma vida humana. Unicamente na Palavra de Deus se encontra tal esboço biográfico.

Nenhuma verdade a Bíblia ensina mais claramente do que aquela segundo a qual o que fazemos é o resultado do que somos. Em grande parte, as experiências da vida são o fruto de nossos próprios pensamentos e ações.

“A maldição sem causa não virá.” Provérbios 26:2. “Dizei aos justos que bem lhes irá. ... Ai do ímpio! Mal lhe irá, porque a recompensa das Suas mãos se lhe dará.” Isaías 3:10, 11. “Ouve tu, ó Terra! Eis que Eu trarei mal sobre este povo, o próprio fruto dos seus pensamentos.” Jeremias 6:19. Terrível é esta verdade, e profundamente deve ela ser gravada em nosso espírito. Cada ação se reflete sobre aquele que a pratica. Jamais um ser humano pode deixar de reconhecer, nos males que lhe infelicitam a vida, os frutos daquilo que ele próprio semeou. Contudo, mesmo assim, não nos achamos sem esperança. ...

Jacó recorreu à fraude, e colheu os frutos do ódio de seu irmão. Durante vinte anos de exílio foi ele próprio lesado e defraudado. ... Deus, porém, diz: “... Eu vejo os seus caminhos e os sararei. ...” Isaías 57:18.

Jacó, em sua angústia, não desesperou. Havia-se arrependido e se esforçara por expiar a falta cometida para com seu irmão. E ao ser pela ira de Esaú ameaçado de morte, procurou o auxílio de Deus. “Lutou com o anjo e prevaleceu; chorou e lhe suplicou.” Oséias 12:4. ... Quebrara-se o poder do mal em sua própria natureza; havia-se-lhe transformado o caráter. ...

Deus não anula as Suas leis. Ele não age contrariamente às mesmas. Não desfaz a obra do pecado. Mas Ele transforma. Mediante Sua graça a maldição resulta em bênçãos.
 
Fonte: Vidas que falam.... Ellen G. White

Sabbath Shalom!


Biografias Bíblicas II - Há esperança


Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. 1 Coríntios 10:11.

As murmurações do antigo Israel, e seu rebelde descontentamento, bem como os poderosos milagres operados em seu favor, e os castigos de sua idolatria e ingratidão, acham-se escritos para nosso benefício. O exemplo do antigo Israel é apresentado como advertência ao povo de Deus, a fim de evitarem a incredulidade e escaparem a Sua ira. Houvessem as iniqüidades dos hebreus sido omitidas do registro sagrado, sendo contadas apenas suas virtudes, sua história deixaria de ensinar-nos a lição que ensina. ...

Caso o povo de Deus reconhecesse Sua maneira de lidar com eles, e Lhe aceitassem os ensinos, encontrariam caminho reto para seus pés, e uma luz para guiá-los por entre as trevas e o desânimo. Davi aprendeu sabedoria do trato de Deus para com ele, e curvou-se humildemente sob o castigo do Altíssimo. O fiel retrato de sua verdadeira condição feito pelo profeta Natã, deu a Davi o conhecimento dos próprios pecados, e ajudou-o a afastá-los de si. Aceitou humildemente o conselho, e humilhou-se diante de Deus. “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma”, exclama ele. Salmos 19:7.

Os pecadores arrependidos não têm motivo de desesperar-se por lhes serem lembradas suas transgressões e serem advertidos do perigo em que se encontram. Esses próprios esforços em seu favor, indicam quanto Deus os ama e deseja salvá-los. Só têm de seguir-Lhe os conselhos e fazer Sua vontade, para herdarem a vida eterna. Deus põe os pecados diante de Seu povo errante, a fim de que os vejam em toda a sua enormidade à luz da verdade divina. É seu dever então a eles renunciar para sempre.

Deus é tão poderoso hoje para salvar do pecado, como o era nos tempos patriarcais, de Davi e dos profetas e apóstolos. A multidão de casos registrados na história sagrada em que o Senhor livrou Seu povo das iniquidades deles, deve tornar os cristãos de hoje ansiosos de receberem as instruções divinas, e zelosos de aperfeiçoarem um caráter que suporte a íntima inspeção do juízo.

Fonte: Vidas que falam... Ellen G. White

Biografias Bíblicas I - Para o nosso ensino


 
Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança. Romanos 15:4.

As vidas relatadas na Bíblia são histórias autênticas de pessoas reais. Desde Adão, passando pelas sucessivas gerações, até ao tempo dos apóstolos, temos uma narração clara, ao natural, do que realmente ocorreu, e a genuína experiência de personagens verídicos. É caso de admiração para muitos que a história inspirada relatasse na vida de homens bons, fatos que lhes maculam o caráter moral. ... Os escritores inspirados não testificam de falsidades, para impedir que as páginas da história sagrada sejam obscurecidas pelo registro das fragilidades e faltas humanas. Os escribas de Deus escreveram segundo lhes foi ditado pelo Espírito Santo, não tendo eles, próprios, controle sobre o trabalho. Registraram a verdade literal, e fatos severos, repugnantes, são revelados por motivos que nossa mente finita não pode compreender plenamente.

É uma das melhores provas da autenticidade das Escrituras, o não ser a verdade apresentada com paliativos, nem os pecados de seus principais personagens suprimidos. ... Quantas biografias se têm escrito de corretos cristãos, que, em sua vida comum no lar, em suas relações com a igreja brilharam como exemplos de imaculada piedade! ... Todavia, houvesse-lhes a pena da Inspiração escrito a história, e quão diversos pareceriam eles! Ter-se-iam revelado fraquezas humanas, lutas com o egoísmo, hipocrisia e orgulho, talvez pecados ocultos, e a luta contínua entre o espírito e a carne. ...

Houvesse nossa boa Bíblia sido escrita por pessoas não inspiradas, e apresentaria bem diverso aspecto, e seria um estudo desalentador para os errantes mortais, os quais estão a contender com as fragilidades naturais e as tentações de um inimigo astuto. Tal como é, no entanto, temos relatório fiel das experiências religiosas de notáveis personagens da história bíblica. Os homens favorecidos por Deus, e a quem confiou grandes responsabilidades, foram por vezes vencidos pela tentação e cometeram pecados, mesmo como nós da época presente lutamos, vacilamos e caímos frequentemente em erro. É, porém, animador para nosso coração desfalecido saber que, mediante a graça de Deus, eles puderam obter novo vigor para se erguer outra vez acima de sua má natureza; e, lembrando-nos disso estamos prontos a renovar o conflito por nossa vez.
 
Fonte: Vidas que falam... Ellen G. White

Continua....Biografias Bíblicas II

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