A estratégia de Satanás no conflito final

Pode, acaso, associar-se contigo o trono da iniqüidade, o qual forja o mal, tendo uma lei por pretexto? Ajuntam-se contra a vida do justo e condenam o sangue inocente. Salmos 94:20, 21.
 
Ao se aproximar o povo de Deus dos perigos dos últimos dias, faz Satanás ardorosa consulta com seus anjos quanto ao plano de maior êxito no sentido de lhes transtornar a fé. ...

Diz o grande enganador: ... “O sábado é a grande questão que deve decidir o destino de almas. Devemos exaltar o sábado criado por nós. Temos feito com que ele seja aceito tanto pelos mundanos como pelos membros da igreja. Deve agora a igreja ser levada a unir-se com o mundo em sua defesa. Devemos trabalhar por meio de sinais e maravilhas para lhes cegar os olhos quanto à verdade, e levá-los a pôr de lado a razão e o temor de Deus e a seguir os costumes e tradições. ...

“Mas nossa principal preocupação é silenciar esta seita de observadores do sábado. Devemos despertar contra eles a indignação popular. Alistaremos ao nosso lado grandes homens e homens sábios segundo o mundo, e induziremos aos que estão em autoridade a executar os nossos propósitos. Então o sábado que eu estabeleci será forçado pelas leis mais severas e obrigatórias. Os que as desrespeitarem, serão tocados das cidades e vilas e levados a passar fome e privação. Uma vez que tenhamos o poder, mostraremos o que podemos fazer com os que não se desviam de sua fidelidade a Deus. ... Agora que estamos pondo as igrejas protestantes e o mundo em harmonia com esse braço direito de nossa força, finalmente termos uma lei para exterminar a todos os que não se submeterem à nossa autoridade. Quando se fizer da morte a penalidade da violação do nosso sábado, então muitos dos que agora estão nas fileiras dos observadores dos mandamentos, passarão para o nosso lado.

“Mas antes de adotarmos estas medidas extremas, devemos exercer toda a nossa sabedoria e sutileza para enganar os que honram o verdadeiro sábado e engodá-los. Podemos separar muitos de Cristo, pela mundanidade, luxúria e orgulho. Podem julgar-se salvos porque crêem na verdade, mas a condescendência com o apetite, as paixões mais baixas que confundirão o juízo e destruirão o discernimento, causar-lhes-ão a queda.
 

A base de Satanás para o conflito final

Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade dum tempo. Daniel 7:25.
 
Durante a dispensação cristã, o grande inimigo da felicidade do homem fez do sábado do quarto mandamento um objeto de ataque especial. Satanás diz: “Eu atravessarei os propósitos de Deus. Capacitarei meus seguidores a porem de lado o memorial de Deus, o sábado do sétimo dia. Assim, mostrarei ao mundo que o dia abençoado e santificado por Deus foi mudado. Esse dia não perdurará na mente do povo. Apagarei a lembrança dele. Porei em seu lugar um dia que não leve as credenciais de Deus, um dia que não seja um sinal entre Deus e Seu povo. Levarei os que aceitarem este dia a porem sobre ele a santidade que Deus pôs sobre o sétimo dia.
 
“Através de meu representante, engrandecerei a mim mesmo. O primeiro dia será exaltado, e o mundo protestante receberá este sábado espúrio como genuíno. Através da não observância do sábado que Deus instituiu, levarei Sua lei ao menosprezo. As palavras: ‘Um sinal entre Mim e vós por todas as vossas gerações’, farei que se prestem para o meu sábado.
 
“Assim o mundo tornar-se-á meu. Eu serei o governador da Terra, o príncipe do mundo. Controlarei assim as mentes sob meu poder para que o sábado de Deus seja um objeto especial de desprezo. Um sinal? — eu farei a observância do sétimo dia um sinal de deslealdade para com as autoridades da Terra. As leis humanas serão feitas tão rígidas que os homens e mulheres não ousarão observar o sábado do sétimo dia. Pelo temor de que lhes venha a faltar alimento e vestuário, eles se unirão com o mundo na transgressão da lei de Deus. A Terra estará inteiramente sob meu domínio”.
 
O sábado será a pedra de toque da lealdade; pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, traçar-se-á a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem.
 

Preparação para o que está à frente

Buscai o Senhor, vós todos os mansos da Terra, que cumpris o Seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura, lograreis esconder-vos no dia da ira do Senhor. Sofonias 2:3.

A transgressão quase alcançou os seus limites. A confusão enche o mundo, e breve cairá grande terror sobre os seres humanos. O fim está mui perto. O povo de Deus deve se preparar para o que está prestes a sobrevir ao mundo como avassaladora surpresa.
 
O “tempo de angústia como nunca houve” está prestes a manifestar-se sobre nós; e necessitaremos de uma experiência que agora não possuímos, e que muitos são demasiado indolentes para obter. Dá-se muitas vezes o caso de se supor maior a angústia do que em realidade o é; não se dá isso, porém, com relação à crise diante de nós. A mais vívida descrição não pode atingir a grandeza daquela prova. Naquele tempo de provações, toda alma deverá por si mesma estar em pé perante Deus. “Ainda que Noé, Daniel e Jó” estivessem na Terra, “vivo Eu, diz o Senhor Jeová, que nem filho nem filha eles livrariam, mas só livrariam as suas próprias almas pela sua justiça.” Ezequiel 14:20.
 
O último grande conflito entre a verdade e o erro não é senão a luta final da prolongada controvérsia relativa à lei de Deus. Estamos agora a entrar nesta batalha — batalha entre as leis dos homens e os preceitos de Jeová, entre a religião da Bíblia e a religião das fábulas e da tradição.
 
Os que se colocam sob a liderança de Deus, para ser por Ele guiados, compreenderão a constante corrente dos acontecimentos que Ele ordenou. Inspirados pelo Espírito d'Aquele que deu a vida pela vida do mundo, não se deixarão ficar por mais tempo impotentes, apontando para as coisas que não podem fazer. Vestindo a armadura do Céu, sairão à peleja, dispostos a agir ousadamente em favor de Deus, sabendo que Sua onipotência lhes suprirá as necessidades.
 
Devemos estudar os grandes sinais da estrada que indicam os tempos em que vivemos. ... Devemos orar agora com o máximo fervor para estarmos preparados para as lutas do grande dia da preparação de Deus.
 

Acontecimentos futuros claramente revelados

Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas. Amós 3:7.

Os acontecimentos ligados ao final do tempo da graça e obra de preparo para o período de angústia, acham-se claramente apresentados. Multidões, porém, não possuem maior compreensão destas importantes verdades do que teriam se nunca houvessem sido reveladas. Satanás vigia para impedir toda impressão que os faria sábios para a salvação, e o tempo de angústia os encontrará sem o devido preparo.
 
À medida que nos aproximamos do final da história deste mundo, as profecias referentes aos últimos dias exigem nosso estudo especial. O último dos escritos do Novo Testamento está cheio de verdades cuja compreensão nos é necessária.
 
As solenes mensagens que foram dadas, em sua ordem, no Apocalipse, devem ocupar o primeiro lugar no espírito do povo de Deus. ...
 
O precioso tempo está passando rapidamente, e há perigo de que muitos serão roubados do tempo que deveria ser dado à proclamação das mensagens que Deus enviou a um mundo caído. A Satanás agrada ver a distração das mentes que deveriam estar empenhadas no estudo das verdades que têm que ver com realidades eternas.
 
O testemunho de Cristo, testemunho do mais solene caráter, deve ser apresentado ao mundo. Através de todo o livro do Apocalipse se encontram as mais preciosas e enobrecedoras promessas, assim como advertências da mais tremenda e solene importância. Não quererão os que professam possuir conhecimento da verdade ler o testemunho dado por Cristo a João? Não há aí meras conjeturas, nem enganos científicos. Há, sim, as verdades que dizem respeito a nosso bem-estar presente e futuro. Que valor tem a palha em relação ao trigo? ...
 
Apenas os que forem diligentes estudantes das Escrituras, e receberem o amor da verdade, estarão ao abrigo dos poderosos enganos que dominam o mundo. Pelo testemunho da Bíblia estes surpreenderão o enganador em seu disfarce. Para todos virá o tempo de prova. Pela cirandagem da tentação, revelar-se-ão os verdadeiros crentes.
 

A ciência e a Bíblia

“Quem não entende por todas estas coisas que a mão do Senhor fez isto?”


         Visto como o livro da Natureza e o da revelação apresentam indícios da mesma mente superior, não podem eles deixar de estar em harmonia mútua. Por métodos diferentes em diversas línguas, dão testemunho das mesmas grandes verdades. A ciência está sempre a descobrir novas maravilhas; mas nada traz de suas pesquisas que, corretamente compreendido, esteja em conflito com a revelação divina. O livro da Natureza e a palavra escrita lançam luz um sobre o outro. Familiarizam-nos com Deus, ensinando-nos algo das leis por cujo meio Ele opera.

          Inferências erroneamente tiradas dos fatos observados na Natureza têm, entretanto, dado lugar a supostas divergências entre a ciência e a revelação; e nos esforços para restabelecer a harmonia, tem-se adotado interpretações das Escrituras que solapam e destroem a força da Palavra de Deus. Tem-se pensado que a geologia contradiga a interpretação literal do relatório mosaico da criação. Pretende-se que milhões de anos fossem necessários para que a Terra evolvesse do caos; e com o fim de acomodar a Bíblia a esta suposta revelação da ciência, supõe-se que os dias da criação fossem períodos vastos, indefinidos, abrangendo milhares ou mesmo milhões de anos.

          Tal conclusão é absolutamente infundada. O relato bíblico está em harmonia consigo mesmo e com o ensino da Natureza. Relativamente ao primeiro dia empregado na obra da criação, há o seguinte registro:

“E foi a tarde e a manhã o dia primeiro.” Gênesis 1:5.
E substancialmente o mesmo é dito de cada um dos seis primeiros dias da semana da criação. Declara a Inspiração que cada um desses períodos foi um dia formado de tarde e manhã, como todos os dias desde aquele tempo.
          Em relação à obra da própria criação diz o testemunho divino:
“Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu.” Salmos 33:9.
          Para Aquele que assim poderia evocar à existência inumeráveis mundos, quanto tempo seria necessário para fazer surgir a Terra do caos? Deveríamos, a fim de dar explicação às Suas obras, fazer violência à Sua palavra?
          É verdade que vestígios encontrados na terra testificam da existência do homem, animais e plantas muito maiores do que os que hoje se conhecem. Tais são considerados como a prova da existência da vida vegetal e animal anterior ao tempo referido no relato mosaico. Mas com referência a estas coisas a história bíblica fornece ampla explicação. Antes do dilúvio o desenvolvimento da vida vegetal e animal era superior ao que desde então se conhece. Por ocasião do dilúvio fragmentou-se a superfície da Terra, notáveis mudanças ocorreram, e na remodelação da crosta terrestre foram preservadas muitas evidências da vida previamente existente. As vastas florestas sepultadas na terra no tempo do dilúvio, e desde então transformadas em carvão, formam os extensos territórios carboníferos, e fazem o suprimento de óleos que servem ao nosso conforto e comodidade hoje. Estas coisas, ao serem trazidas à luz, são testemunhas a testificarem silenciosamente da verdade da Palavra de Deus.
          Em afinidade com a teoria relativa à evolução da Terra, há aquela que atribui a evolução do homem, a coroa gloriosa da criação, a uma linha ascendente de germes, moluscos e quadrúpedes.
          Considerando as oportunidades do homem para a pesquisa, bem como quão breve é a sua vida, limitada sua esfera de ação, restrita sua visão, frequentes e grandes são seus erros nas conclusões especialmente relativas aos fatos julgados anteriores à história bíblica; considerando quantas vezes as supostas deduções da ciência são revistas ou rejeitadas, bem como com que prontidão os admitidos períodos de desenvolvimento da Terra são de tempos em tempos aumentados ou diminuídos em milhões de anos, e como as teorias sustentadas por diferentes cientistas se acham em conflito entre si — deveremos nós, para ter o privilégio de delinear nossa descendência pelos germes, moluscos e macacos, consentir em rejeitar a declaração da Escritura Sagrada, tão grandiosa em sua simplicidade:
“Criou Deus o homem à Sua imagem; à imagem de Deus o criou”? Gênesis 1:27.
          Deveremos rejeitar aquele relato genealógico — mais nobre do que qualquer que zelosamente se conserve nas cortes reais:
“Sete de Adão, e Adão de Deus”? Lucas 3:38.
          Corretamente entendidas, tanto as revelações da ciência como as experiências da vida se acham em harmonia com o testemunho das Escrituras relativo à constante operação de Deus na Natureza.
 “Tu só és Senhor, Tu fizeste o céu, o Céu dos céus, e todo o seu exército; a Terra e tudo quanto nela há; os mares e tudo quanto neles há; e Tu os guardas em vida a todos.” Números 9:6.
          O poder de Deus, porém, ainda se exerce na manutenção das coisas de Sua criação. Não é porque o mecanismo uma vez posto em movimento continue a agir por sua própria energia inerente que o pulso bate, e uma respiração se segue a outra. Cada respiração, cada pulsar do coração, é uma evidência do cuidado d'Aquele em quem vivemos, nos movemos e temos existência. Desde o menor inseto até ao homem, toda criatura vivente depende diariamente de Sua providência.
          A poderosa força que opera em toda a Natureza e a todas as coisas sustém, não é, como alguns homens de ciência pretendem, meramente um princípio que tudo invade, ou uma energia a atuar.
          Deus é espírito; não obstante é Ele um ser pessoal, visto que o homem foi feito à Sua imagem. Como Ser pessoal, Deus Se revelou em Seu Filho. Jesus, o resplendor da glória do Pai, e “expressa imagem de Sua pessoa” (Hebreus 1:3), encontrou-Se na Terra sob a forma de homem. Como Salvador pessoal veio Ele ao mundo. Como Salvador pessoal ascendeu aos Céus. Como Salvador pessoal intercede nas cortes celestiais. Diante do trono de Deus ministra a nosso favor “Um como o Filho do homem”. Daniel 7:13.
          Aquele que mais profundamente estudar os mistérios da Natureza, mais plenamente se compenetrará de sua própria ignorância e fraqueza. Compreenderá que existem profundidades e alturas que não poderá atingir, segredos que não poderá penetrar, e vastos campos de verdades jazendo diante de si, não penetrados.
Dispor-se-á a dizer com Newton: “Pareço-me com a criança na praia, procurando seixos e conchas, enquanto o grande oceano da verdade jaz por descobrir diante de mim.”
          Os mais profundos estudantes da ciência são constrangidos a reconhecer na Natureza a operação de um poder infinito. Ora, para a razão humana, destituída de auxílio, o ensino da Natureza não poderá deixar de ser senão contraditório e enganador. Unicamente à luz da revelação poderá ele ser interpretado corretamente. “Pela fé entendemos.” Hebreus 11:3.
“No princípio ... Deus.” Gênesis 1:1. Aqui somente poderá o espírito, em suas ávidas interrogações, encontrar repouso, voando como a pomba para a arca. Acima, abaixo, além — habita o Amor infinito, criando todas as coisas para cumprirem “o desejo da Sua bondade”. 2 Tessalonicenses 1:11.
“As suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o Seu eterno poder como a Sua divindade,... se veem pelas coisas que estão criadas.” Romanos 1:20. Mas o seu testemunho poderá ser compreendido apenas mediante o auxílio do Mestre divino. “Qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.” 1 Coríntios 2:11.
“Quando vier aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade.” João 16:13.             
          Exclusivamente pelo auxílio daquele Espírito que no princípio “Se movia sobre a face das águas”, pelo auxílio daquela Palavra pela qual “todas as coisas foram feitas”, e daquela “luz verdadeira que alumia a todo o homem que vem ao mundo”, pode o testemunho da ciência ser corretamente interpretado. Apenas sob sua orientação se podem discernir suas mais profundas verdades.
          Unicamente sob a direção do Onisciente, habilitar-nos-emos a meditar segundo os Seus pensamentos, no estudo de Suas obras.

Fonte: EGW - Educação, p.p. 128-134

SÁBADO - O Selo de Deus

 
 
Eu sou o Senhor, vosso Deus; andai nos Meus estatutos, e guardai os Meus juízos, e praticai-os; santificai os Meus sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu sou o Senhor, vosso Deus. Ezequiel 20:19, 20.

O sábado foi dado a toda a humanidade, para comemorar a obra da criação. O grande Jeová, quando lançou os fundamentos da Terra, quando revestiu o mundo todo com seus trajes de beleza e criou as maravilhas da Terra e do mar, instituiu o dia do sábado e o santificou. ... Deus santificou e abençoou o dia no qual repousou de toda a Sua maravilhosa obra. E esse sábado, santificado por Deus, devia ser guardado como concerto perpétuo. Era um memorial que devia permanecer de geração em geração, até o fim da história terrestre. ...

Durante sua permanência no Egito, Israel por tanto tempo vira e ouvira a idolatria  sendo praticada, que em grande medida perdeu seu conhecimento de Deus e de Sua lei, bem como o senso da importância e santidade do sábado. A lei foi dada uma segunda vez para trazer-lhes essas coisas à lembrança. Nos estatutos de Deus definiu-se a religião prática para toda a humanidade. ...
 
Existem aqueles que afirmam que o sábado foi dado somente para os judeus; mas Deus nunca disse isso. Ele entregou o sábado ao Seu povo de Israel como um sagrado depósito, mas o próprio fato de que o deserto do Sinai, e não a Palestina, foi o local escolhido por Ele para proclamar Sua lei, revela que era Sua intenção dá-lo a toda a humanidade.
 
A lei dos Dez Mandamentos é tão antiga quanto a criação. A instituição do sábado, portanto, não tem relação especial para com os judeus, mais do que para quaisquer outros seres criados. Deus tornou obrigatória a observância do sábado para todos os povos.
 
“O sábado”, afirma-se claramente, “foi estabelecido por causa do homem.” Marcos 2:27. Todos aqueles, portanto, que se encontram em perigo de ser enganados neste ponto, deem atenção à Palavra de Deus e não às declarações de seres humanos. ...
 
Toda pessoa tem sido provada, como o foram Adão e Eva no Éden. Assim como a árvore do conhecimento do bem e do mal foi colocada no meio do Jardim do Éden, assim o mandamento do sábado é colocado no meio do Decálogo.
 
Acerca do fruto da árvore do conhecimento, fez-se a restrição: Dele não comereis... para que não morrais. Acerca do sábado, Deus disse: Não o profaneis; antes, santificai-o... Assim como a árvore do conhecimento foi o teste da obediência de Adão, o quarto mandamento é o teste que Deus deu para provar a lealdade de todo o Seu povo.
 
A experiência de Adão deve ser para nós uma advertência, enquanto o tempo durar. Adverte-nos a não aceitar de lábios mortais ou de anjos qualquer sugestão que nos afaste um jota ou um til da santa lei de Jeová.
 
 

Parábolas de Jesus - A Rede e a Pesca

 
“O reino dos Céus é semelhante a uma rede lançada ao mar e que apanha toda qualidade de peixes. E, estando cheia, a puxam para a praia e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora. Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos e separarão os maus dentre os justos. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali, haverá pranto e ranger de dentes.” Mateus 13:47-50.

O lançar da rede é a pregação do evangelho. Este congrega na igreja bons e maus. Quando terminar a missão do evangelho, o juízo efetuará a obra de separação. Cristo viu que a existência de falsos irmãos na igreja motivaria que se falasse mal do caminho da verdade. O mundo difamaria o Evangelho por causa da vida incoerente de falsos professos. Mesmo os cristãos seriam induzidos a tropeçar, ao verem que muitos que levavam o nome de Cristo não eram governados pelo Seu Espírito. Havendo tais pecadores na igreja, os homens estariam em perigo de pensar que Deus lhes desculparia os pecados. Por isso Cristo ergueu o véu do futuro e ordenou a todos que notassem que o caráter e não a posição é que decide o destino do homem.
 
Tanto a parábola do joio, como a da rede, claramente ensinam que não haverá um tempo em que todos os ímpios se converterão a Deus. O trigo e o joio crescem juntos até à ceifa. Os peixes bons e os ruins são puxados juntamente para a margem, para uma separação final.
 
Essas parábolas ensinam que depois do Juízo não haverá graça. Quando findar a obra do evangelho, seguir-se-á imediatamente a separação de bons e maus, e o destino de cada classe será fixado para sempre.
 
Deus não deseja a destruição de ninguém. “Vivo eu, diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva; convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que razão morrereis?” Ezequiel 33:11. Durante todo o período da graça Seu Espírito insta com os homens para que aceitem o dom da vida. Somente os que Lhe rejeitam a intercessão serão deixados a perecer. Deus declarou que o pecado precisa ser destruído como um mal nocivo ao Universo. Os que se atêm ao pecado hão de perecer na destruição do mesmo.
 
Fonte: PJ, 59-60

Oração - Espera na solicitação

 
Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa. João 16:24.
 
A oração é ordenada pelo Céu como meio de alcançar êxito no conflito com o pecado e no desenvolvimento do caráter cristão. As influências divinas que vêm em resposta à oração da fé produzirão na alma do suplicante tudo o que ele pleiteia. Podemos pedir o perdão do pecado, o Espírito Santo, a natureza cristã, sabedoria e fortaleza para Sua obra, todos os dons, enfim, que Ele prometeu, e a promessa é: “Recebereis.” — Atos dos Apóstolos, 564.
 
Jesus é nosso ajudador; nEle e por meio dEle precisamos vencer. ... A graça de Cristo espera que a soliciteis. Ele vos dará graça e força à medida que delas necessiteis, uma vez que Lhas peçais. ... A religião de Cristo sujeitará e restringirá toda paixão profana, estimulará à energia, à disciplina e à operosidade mesmo em assuntos simples, na vida diária, levando-nos a aprender a economia, o tato, a abnegação, e a suportar mesmo privações sem murmurar. O Espírito de Cristo no coração revelar-se-á no caráter, desenvolverá traços e faculdades nobres. “A Minha graça te basta” (2 Coríntios 12:9), diz Cristo. — Carta 25, 1882.
 
Fazei todos os esforços para conservar aberta a comunhão entre Jesus e vossa própria alma. ... Temos que orar em família; e sobretudo não devemos negligenciar a oração secreta, pois ela é a vida da alma. É impossível a alma prosperar enquanto é negligenciada a oração. A oração familiar e a oração pública não bastam. Em solidão, abra-se a alma às vistas perscrutadoras de Deus. A oração secreta só deve ser ouvida por Ele — o Deus que ouve as orações.
 
Nenhum ouvido curioso deve partilhar dessas petições em que a alma assim depõe o seu fardo. Na oração secreta a alma está livre das influências do ambiente, livre da agitação. ... Pela fé calma e singela a alma entretém comunhão com Deus e absorve raios de luz divina que a devem fortalecer e suster no conflito contra Satanás. ... Orai em vosso aposento particular; e enquanto seguis vossos afazeres diários, elevai muitas vezes o coração a Deus. Era assim que Enoque andava com Deus. Essas orações silenciosas sobem para o trono da graça qual precioso incenso. Satanás não pode vencer aquele cujo coração deste modo se firma em Deus. — Caminho a Cristo, 98, 99.
 
Fonte: EGW - Cuidado de Deus

Superando obstáculos

Toda mudança ocasiona impactos psicológicos que precisam ser superados. Mudança de companheiro, mudança de emprego, mudança de cidade, mudança de casa, mudanças na empresa em que você trabalha, mudança de empregada doméstica!
Qualquer mudança que você possa imaginar é um processo, que para ser compreendido, deve ser dividido em três etapas.
Primeiramente devemos perceber que uma etapa chegou ao fim. Devemos nos desapegar dela.
Em segundo lugar é importante ter-se a percepção que entramos em uma etapa onde o novo, que ainda não chegou, dará lugar ao velho que já chegou ao fim. Estamos na etapa de transição!
Finalmente chegamos ao novo que deve ser iniciado com todo o empenho e garra que pudermos reunir.
Vamos abordar muitas mudanças específicas, mas em todas elas os três pontos acima são comuns:
1ª etapa: Final de uma etapa
Colocar um ponto final em uma etapa que chegou ao fim.
Isto sempre é difícil, pois temos que sair de uma situação conhecida que representa conforto, para uma situação nova que representa o desconhecido, psicologicamente o aterrorizante.
O ser humano tem medo do que ele não conhece.
2ª etapa: Transição
É justamente a etapa mais estressante. Você sabe que tem que enfrentar o novo e no seu ritmo, irá se desvincular do que já passou.
As pessoas normalmente precisam de ajuda para transpor esta etapa. Nela uma situação que estava estabilizada entra em ebulição, pois com o seu termino antigos problemas emergem e precisam de respostas.
Esta etapa apesar de ser a mais difícil, pode ser a mais produtiva. Nela nascem idéias novas, pois como já que temos que mudar mesmo, podemos nos abrir a grandes inovações se formos motivados convenientemente.
Quem se encontra nesta etapa de transição, seja ela qual for, precisa de ajuda, sim! Precisa compreender que não adianta ficar lamentando o que passou, pois este período chegou ao fim e de repente uma nova etapa mais adequada ao momento atual está surgindo.
Precisamos de ajuda para compreendermos que temos que encerrar o antigo e aceitar o novo como algo positivo, renovador, desafiador, gerador de grande energia coisa que é uma recompensa para o desgaste pelo qual estamos passando nesta ocasião de stress.
3ª etapa: O reinicio
Precisamos de ajuda para compreendermos que estamos em um momento de ressurgimento, de renascimento, com todo o potencial de um recomeço.
Qualquer que seja o assunto que você esteja envolvido, com certeza terá obstáculos a serem superados, depois iremos falar de alguns deles. Agora vamos ficar com nosso assunto que é organização e administração de tempo.

Mapa da mina para você ser organizado:
Ser organizado é um estilo de vida, é algo que vem de dentro, é uma maneira de ser, é um hábito.
Se quiser melhorar sua maneira de ser organizado, o primeiro ponto é querer, é ter vontade de mudar.
1º - Para você se organizar, tem que saber quais atividades tem que dar conta. Você só vai se organizar se souber o que tem a fazer.
2º - Quando você analisar o que tem a fazer, veja o que dará conta e distribua na agenda, que melhor se adapte ao seu perfil. Você só vai se organizar se dividir bem, suas atividades durante o dia e a semana.
3º - Para dar conta dos compromissos da vida de nossos dias, existe a necessidade de ser eficiente. Você só vai se organizar se seguir sua programação, com eficiência.
4º - Analise seus hábitos e se for o caso adquira outros melhores. Você só vai conseguir se organizar se tiver bons hábitos.
5º - Nada é fácil na vida por isto é necessária muita determinação para Superar Obstáculos. Você só vai conseguir se organizar se superar obstáculos.
6º - Superar obstáculos é assim tão fácil? Claro que não, mas com motivação, você alcançará o seu objetivo.
Não existe receita, como uma de bolo, para sermos organizados. Leia artigos e livros sobre organização, não desista que você conseguirá estabelecer sua própria maneira de ser organizado.

Biografias Bíblicas - Para o nosso ensino

 
Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança. Romanos 15:4.

As vidas relatadas na Bíblia são histórias autênticas de pessoas reais. Desde Adão, passando pelas sucessivas gerações, até ao tempo dos apóstolos, temos uma narração clara, ao natural, do que realmente ocorreu, e a genuína experiência de personagens verídicos. É caso de admiração para muitos que a história inspirada relatasse na vida de homens bons, fatos que lhes maculam o caráter moral. ... Os escritores inspirados não testificam de falsidades, para impedir que as páginas da história sagrada sejam obscurecidas pelo registro das fragilidades e faltas humanas. Os escribas de Deus escreveram segundo lhes foi ditado pelo Espírito Santo, não tendo eles, próprios, controle sobre o trabalho. Registraram a verdade literal, e fatos severos, repugnantes, são revelados por motivos que nossa mente finita não pode compreender plenamente.

É uma das melhores provas da autenticidade das Escrituras, o não ser a verdade apresentada com paliativos, nem os pecados de seus principais personagens suprimidos. Muitos alegarão ser fácil relatar o que ocorre um uma existência comum. É, porém, fato provado, ser uma impossibilidade humana o narrar imparcialmente a história de um contemporâneo; e o é quase igualmente narrar sem desvios da exata verdade a vida de qualquer pessoa ou povo com cuja vida nos achamos relacionados. O ESPÍRITO HUMANO É TÃO SUJEITO AO PRECONCEITO, que lhe é quase impossível tratar o assunto imparcialmente. Ou os defeitos da pessoa em questão são salientados em evidente relevo, ou suas virtudes brilham com não desmerecido resplendor, segundo o preconceito do escritor lhe seja favorável ou contrário. Por imparcial que o historiador se proponha a ser, todos os críticos concordarão em que é muito difícil realizar verdadeiramente esse objetivo. A unção divina, porém, erguida acima das fraquezas humanas, conta a verdade simples, nua.
 
Quantas biografias se têm escrito de corretos cristãos, que, em sua vida comum no lar, em suas relações com a igreja brilharam como exemplos de imaculada piedade! Defeito algum manchou  a beleza da santidade deles, falta alguma é registrada de modo a lembrar-nos de que eram argila comum, e sujeitos às naturais tentações da humanidade. Todavia, houvesse-lhes a pena da Inspiração escrito a história, e quão diversos pareceriam eles! Ter-se-iam revelado fraquezas humanas, lutas com o egoísmo, hipocrisia e orgulho, talvez pecados ocultos, e a luta contínua entre o espírito e a carne. Os próprios diários íntimos não revelam em suas páginas os pecaminosos atos do autor. Por vezes registram-se os conflitos com o mal, mas normalmente apenas quando o bem triunfou. Mas podem conter fiel registro de atos dignos de louvor e de nobres esforços; isto, também, quando o escritor pretende sinceramente manter um diário fiel de sua vida. É quase uma impossibilidade humana expor nossas faltas à possível inspeção de nossos amigos.

Houvesse nossa boa Bíblia sido escrita por pessoas não inspiradas, e apresentaria bem diverso aspecto, e seria um estudo desalentador para os errantes mortais, os quais estão a contender com as fragilidades naturais e as tentações de um inimigo astuto. Tal como é, no entanto, temos relatório fiel das experiências religiosas de notáveis personagens da história bíblica. Os homens favorecidos por Deus, e a quem confiou grandes responsabilidades, foram por vezes vencidos pela tentação e cometeram pecados, mesmo como nós da época presente lutamos, vacilamos e caímos frequentemente em erro. É, porém, animador para nosso coração desfalecido saber que, mediante a graça de Deus, eles puderam obter novo vigor para se erguer outra vez acima de sua má natureza; e, lembrando-nos disso estamos prontos a renovar o conflito por nossa vez.
 

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