Biografias Bíblicas - Para o nosso ensino
Marcadores:
A Biblia
- 08/07/2014
Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança. Romanos 15:4.
As vidas relatadas na Bíblia são histórias autênticas de pessoas reais. Desde Adão, passando pelas sucessivas gerações, até ao tempo dos apóstolos, temos uma narração clara, ao natural, do que realmente ocorreu, e a genuína experiência de personagens verídicos. É caso de admiração para muitos que a história inspirada relatasse na vida de homens bons, fatos que lhes maculam o caráter moral. ... Os escritores inspirados não testificam de falsidades, para impedir que as páginas da história sagrada sejam obscurecidas pelo registro das fragilidades e faltas humanas. Os escribas de Deus escreveram segundo lhes foi ditado pelo Espírito Santo, não tendo eles, próprios, controle sobre o trabalho. Registraram a verdade literal, e fatos severos, repugnantes, são revelados por motivos que nossa mente finita não pode compreender plenamente.
É uma das melhores provas da autenticidade das Escrituras, o não ser a verdade apresentada com paliativos, nem os pecados de seus principais personagens suprimidos. Muitos alegarão ser fácil relatar o que ocorre um uma existência comum. É, porém, fato provado, ser uma impossibilidade humana o narrar imparcialmente a história de um contemporâneo; e o é quase igualmente narrar sem desvios da exata verdade a vida de qualquer pessoa ou povo com cuja vida nos achamos relacionados. O ESPÍRITO HUMANO É TÃO SUJEITO AO PRECONCEITO, que lhe é quase impossível tratar o assunto imparcialmente. Ou os defeitos da pessoa em questão são salientados em evidente relevo, ou suas virtudes brilham com não desmerecido resplendor, segundo o preconceito do escritor lhe seja favorável ou contrário. Por imparcial que o historiador se proponha a ser, todos os críticos concordarão em que é muito difícil realizar verdadeiramente esse objetivo. A unção divina, porém, erguida acima das fraquezas humanas, conta a verdade simples, nua.
Quantas biografias se têm escrito de corretos cristãos, que, em sua vida comum no lar, em suas relações com a igreja brilharam como exemplos de imaculada piedade! Defeito algum manchou a beleza da santidade deles, falta alguma é registrada de modo a lembrar-nos de que eram argila comum, e sujeitos às naturais tentações da humanidade. Todavia, houvesse-lhes a pena da Inspiração escrito a história, e quão diversos pareceriam eles! Ter-se-iam revelado fraquezas humanas, lutas com o egoísmo, hipocrisia e orgulho, talvez pecados ocultos, e a luta contínua entre o espírito e a carne. Os próprios diários íntimos não revelam em suas páginas os pecaminosos atos do autor. Por vezes registram-se os conflitos com o mal, mas normalmente apenas quando o bem triunfou. Mas podem conter fiel registro de atos dignos de louvor e de nobres esforços; isto, também, quando o escritor pretende sinceramente manter um diário fiel de sua vida. É quase uma impossibilidade humana expor nossas faltas à possível inspeção de nossos amigos.
Houvesse nossa boa Bíblia sido escrita por pessoas não inspiradas, e apresentaria bem diverso aspecto, e seria um estudo desalentador para os errantes mortais, os quais estão a contender com as fragilidades naturais e as tentações de um inimigo astuto. Tal como é, no entanto, temos relatório fiel das experiências religiosas de notáveis personagens da história bíblica. Os homens favorecidos por Deus, e a quem confiou grandes responsabilidades, foram por vezes vencidos pela tentação e cometeram pecados, mesmo como nós da época presente lutamos, vacilamos e caímos frequentemente em erro. É, porém, animador para nosso coração desfalecido saber que, mediante a graça de Deus, eles puderam obter novo vigor para se erguer outra vez acima de sua má natureza; e, lembrando-nos disso estamos prontos a renovar o conflito por nossa vez.
VENHA ANTES DO INVERNO
Marcadores:
Devocional
- 19/06/2014
Apressa-te a vir antes do inverno. 2 Timóteo 4:21
Clarence Edward MacCartney foi um grande pregador presbiteriano na primeira metade do século 20. Por 30 anos, antes do início do inverno, na Filadélfia, ele pregou o mesmo sermão, baseado nas palavras de Paulo a Timóteo: "Venha antes do inverno." Há algumas coisas que nunca poderão ser realizadas se não forem feitas "antes do inverno". No hemisfério norte, depois do outono, as árvores que vimos floridas logo começam a perder a folhagem. Cada novo outono traz o sentimento da preciosidade das oportunidades da vida, de sua beleza, mas também de sua brevidade. Cada outono é como se vozes estivessem a clamar aos sentidos para percebermos a aproximação do inverno.
MacCartney mencionava em seu sermão três dessas vozes que nos apelam com urgência.
Primeiramente, a voz da transformação do caráter. Você pode ser transformado, mas há estações favoráveis para isso. Os metais, enquanto em estado líquido, em alta temperatura, podem receber qualquer forma. Mas depois de frios, eles se recusam a ser moldados. As oportunidades passam.
A segunda é a voz dos relacionamentos. Timóteo, ao receber o apelo de Paulo, não se demorou em Troas. Quando o inverno chegasse, as rotas marítimas pelo Mediterrâneo seriam fechadas. Ele não queria correr o risco de chegar a Roma depois da execução do amigo. MacCartney contava o testemunho de um estudante de medicina que ouviu seu sermão. Ele foi para o quarto e o teto parecia lhe dizer: "Antes do inverno." O rapaz escreveu então uma carta para a mãe e a enviou pelo correio. Era aquele tipo de carta que faria qualquer mãe feliz. Poucos dias depois, recebeu um telegrama: "Venha depressa, sua mãe está morrendo." Tomou o primeiro trem para Pittsburgh, chegou a tempo para ver o último sorriso da mãe. Sob o travesseiro dela, encontrou a carta que escrevera. Ele chegara "antes do inverno".
A terceira é a voz de Cristo, convidando homens e mulheres a se achegarem a Ele "antes do inverno". As Escrituras dizem para você vir hoje. Por que tal urgência? Porque a vida é incerta e porque hoje o solo de seu coração pode estar suscetível. Hoje você pode estar quase persuadido a receber Jesus Cristo e entrar em Seu reino. Mas, se você adiar e deixar para o próximo mês ou o ano que vem, seu coração pode endurecer, e a voz do Espírito perder seu efeito. Assim, venha hoje mesmo, "antes do inverno".
Amin Rodor
A Graça da Cortesia
Marcadores:
Jesus Cristo
- 17/06/2014
O Senhor Jeová me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer, a seu tempo, uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça como aqueles que aprendem. Isaías 50:4.
O que Cristo foi em Sua vida na Terra, isso todo cristão deve ser. Ele é nosso exemplo, não só em Sua pureza imaculada, mas em Sua paciência, amabilidade e disposição cativante. Era firme qual rocha no que respeitava à verdade e ao dever, mas invariavelmente bondoso e cortês. Sua vida foi uma ilustração perfeita da verdadeira cortesia. Tinha sempre um olhar bondoso e uma palavra de conforto para o necessitado e oprimido. ... Sua presença levava uma atmosfera mais pura para o lar, e Sua vida era qual fermento a levedar os elementos da sociedade. Inocente e imaculado, andou entre os inconsiderados, os rudes, os descorteses; em meio aos injustos publicanos, os malvados samaritanos, os soldados pagãos, os rudes camponeses e a multidão.
Dirigia uma palavra de simpatia aqui, outra palavra acolá, quando via homens cansados e obrigados a levar cargas pesadas. Partilhava de suas preocupações, e repetia-lhes as lições que aprendera da natureza, do amor, da bondade, da benevolência de Deus. Procurava inspirar esperança ao mais rude e pouco promissor, expondo-lhe a certeza de que poderia tornar-se inculpável e bondoso, alcançando um caráter que o tornaria conhecido como filho de Deus. ...
Jesus assentava-Se como hóspede honrado à mesa dos publicanos, mostrando, por Sua simpatia e cortesia social que Ele reconhecia a dignidade dos homens; e os homens anelavam tornar-se dignos de Sua confiança. Em seu espírito sedento Suas palavras caíam com poder bendito e vivificante. Novos impulsos se despertavam, e abria-se àqueles rejeitados da sociedade a possibilidade de uma nova vida.
A religião de Jesus abranda tudo que é duro e rude no temperamento, e suaviza tudo que é áspero e escabroso nas maneiras. É esta religião que torna as palavras amáveis e cativante o comportamento. Aprendamos de Cristo a combinar um alto senso de pureza e integridade com uma disposição amável. O cristão bondoso e cortês é o mais poderoso argumento que se possa apresentar em favor do evangelho.
#EGW - Cuidado de Deus , Página 167
Verdades que transformam
Marcadores:
A Biblia
- 17/05/2014
Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. Hebreus 4:12.
As verdades da Bíblia, entesouradas no coração e espírito, e obedecidas na vida, convencem e convertem o pecador, transformam o caráter, e confortam e edificam o coração. ... A Palavra torna humildes os orgulhosos, mansos e contritos os perversos, obedientes os desobedientes. Os hábitos pecaminosos, naturais ao homem, acham-se entretecidos na prática diária. Mas a Palavra corta as concupiscências carnais. Discerne os pensamentos e propósitos do coração. Divide as juntas e medulas, eliminando as concupiscências carnais, tornando os homens dispostos a sofrer por seu Senhor. — Manuscrito 42, 1901.
O serviço de Cristo é coisa celestial, santa e bendita. A Palavra deve ser examinada diligentemente, pois o ministério da Palavra descobre as imperfeições de nosso caráter e ensina-nos que a santificação do Espírito é obra de elaboração celestial, apresentando em Cristo Jesus a verdadeira perfeição que, uma vez mantida, tornar-se-á um todo perfeito, em favor de cada pessoa. Pela Bíblia somos educados a tornar-nos completos na semelhança de Cristo, e a ver o semblante do Pai n'Aquele que deu a vida para salvação do homem. — Carta 291, 1903.
Se sois cristãos inteligentes, mantereis a vitalidade religiosa e não sereis impedidos por dificuldades. ... Fareis as obras de Deus, na tristeza como na alegria, nas sombras como à luz do Sol, em meio de provas como na paz. A verdade tem de ser entesourada em vosso coração, assim como incorporada em vosso ser, de modo que nenhuma tentação nem argumento algum possa induzir-vos a ceder às sugestões ou armadilhas de Satanás. A verdade é preciosa. Tem realizado mudanças importantes na vida e no caráter, exercendo uma influência perfeita sobre as palavras, o comportamento, os pensamentos e a experiência. A pessoa que aprecia a verdade vive sob sua influência e sente as tremendas realidades das coisas eternas. Não vive para si, mas para Jesus Cristo, que por ela morreu.
Para essa pessoa, Deus vive, e está perfeitamente a par de todas as suas palavras e ações. — Manuscrito 70, 1894.
Fonte: Cuidado de Deus - #EGW
Grandes, à vista de Deus
Marcadores:
Reflexão
- 19/04/2014
Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco, também é injusto no muito. Lucas 16:10.
A vida não se compõe apenas de grandes coisas; são as pequenas coisas que formam a soma da felicidade ou da miséria da vida. São as pequenas coisas da vida que revelam o real caráter de uma pessoa.
Oh, se todos os jovens e os de idade madura pudessem ver como tenho visto o espelho da vida das pessoas apresentado diante delas, olhariam com mais seriedade mesmo os pequeninos deveres da vida.
Todo erro, todo engano, por insignificante que pareça, deixa nesta vida uma cicatriz e uma mancha nos registros celestes.
A vida está cheia de deveres não agradáveis, mas todos esses deveres menos aprazíveis se tornam gratos mediante a satisfação em cumpri-los porque é correto. Tomar interesse nas coisas que alguém precisa fazer, e esforçar-se por fazê-las de coração, tornará aprazíveis os mais desagradáveis deveres. — Carta 41a, 1874.
Muitos há que menosprezam os pequenos acontecimentos da vida, os pequeninos atos que devem ser executados dia a dia; estes, porém, não devem ser estimados em pouco, pois cada ação influi para benefício ou para dano de alguém. ...
É unicamente o agir em harmonia com os princípios da Palavra de Deus nos pequeninos tratos da vida, que nos coloca do lado do direito. Somos provados e experimentados por estas pequenas ocorrências, e nosso caráter será estimado segundo for a nossa obra. — The Review and Herald, 15 de Outubro de 1895.
É a atenção conscienciosa ao que o mundo chama coisas pequenas, que faz a grande beleza e o êxito da vida.
Pequenos atos de caridade, palavrinhas de bondade, pequenos atos de abnegação, o sábio emprego de oportunidades, diligente cultivo dos talentos pequeninos, fazem grandes os homens diante de Deus.
Fonte: EGW - Manuscrito 59, 1897
Orar de manhã
Marcadores:
Oração
- 18/04/2014
Pela manhã ouvirás a minha voz, ó Senhor; pela manhã me apresentarei a Ti, e vigiarei. Salmos 5:3.
A primeira respiração da alma pela manhã deve ser a presença de Jesus. “Sem Mim”, diz Ele, “nada podereis fazer.” João 15:5.
É de Jesus que necessitamos; Sua luz, Sua vida, Seu espírito devem ser nossos continuamente. D'Ele precisamos cada hora. E devemos orar de manhã, para que, assim como o Sol ilumina a Terra e enche o mundo de luz, também o Sol da Justiça brilhe nas câmaras da mente e do coração, tornando-nos luzes no Senhor. Não podemos dispensar Sua presença um momento sequer. O inimigo sabe quando intentamos andar sem o Senhor, e ali está ele, pronto para encher-nos a mente de más sugestões para que decaiamos de nossa firmeza; mas o desejo do Senhor é que de momento a momento permaneçamos n'Ele, e n'Ele sejamos completos.
Deus quer que cada um de nós seja perfeito n'Ele, a fim de representarmos perante o mundo a perfeição de Seu caráter. Quer que estejamos isentos de pecado, para não desapontarmos o Céu, nem entristecermos o divino Redentor. Não quer Ele que professemos o cristianismo sem prevalecer-nos da graça que nos pode tornar perfeitos, e nada nos falte. — The Bible Echo, 15 de Janeiro de 1892.
A oração e a fé farão o que nenhum poder da Terra conseguirá realizar. Raramente somos colocados duas vezes nas mesmas circunstâncias sob todos os pontos de vista. Experimentamos continuamente novas cenas e novas provas, onde a experiência passada não pode ser um guia suficiente. Temos que ter a luz perene que vem de Deus. Cristo envia sempre mensagens aos que estão atentos à Sua voz. — A Ciência do Bom Viver, 509.
Faz parte do plano de Deus conceder-nos, em resposta à oração da fé, aquilo que Ele não outorgaria se o não pedíssemos assim. — O Grande Conflito entre Cristo e Satanás, 525.
Fonte: EGW- Cuidado de Deus, 33
O verbo se fez carne
Marcadores:
Jesus Cristo
- 05/04/2014
A união do divino com a natureza humana é uma das mais preciosas e misteriosas verdades do plano da redenção. É dela que fala o apóstolo Paulo nestas palavras: “Sem dúvida nenhuma, grande é o mistério da piedade: Deus Se manifestou em carne.” 1 Timóteo 3:16.
Essa verdade tem sido para muitos causa de dúvida e incredulidade. Quando Cristo veio ao mundo — como Filho de Deus e do homem — não foi compreendido pelo povo de Seu tempo. Humilhou-Se, tomando a natureza humana para poder atingir a raça decaída e reabilitá-la. Em virtude do pecado, porém, os homens tinham o espírito obscurecido, as faculdades entorpecidas e a percepção embotada a ponto de não Lhe discernirem o caráter divino sob as vestes da humanidade. Essa falta de compreensão de sua parte foi um obstáculo à obra que Cristo Se propunha realizar em seu favor; de sorte que, para imprimir força aos Seus ensinos, precisou muitas vezes definir e defender Sua posição. Pela referência ao Seu caráter misterioso e divino, tentou dar às Suas ideias uma orientação que favorecesse a virtude reformadora da verdade.
De outras vezes, servia-Se dos objetos da natureza, que lhes eram familiares, a fim de ilustrar as verdades divinas. O terreno do coração era desse modo preparado para receber a boa semente. Fazia sentir aos ouvintes que Seus interesses estavam identificados com os deles e que Seu coração pulsava em simpatia por eles, nas suas alegrias e tristezas. Ao mesmo tempo, podiam observar n'Ele a revelação de um poder e excelência que muito excediam os que possuíam seus mais respeitáveis rabinos. Os ensinos de Cristo se assinalavam por uma simplicidade, dignidade e virtude até então deles desconhecidas, e sua involuntária exclamação eram estas palavras: “Nunca homem algum falou assim como este Homem.” João 7:46. O povo escutava-O com prazer; mas os sacerdotes e príncipes — que faltavam eles próprios à sua dignidade de guardiães da verdade — aborreciam a Cristo pela graça n'Ele revelada, que afastava deles as multidões para seguirem a Luz da vida. Por sua influência, a nação judaica, deixando de discernir o caráter divino de Cristo, rejeitou o Salvador.
A união do divino com o humano, manifestada em Cristo, se nos depara também na Bíblia. As verdades nela reveladas são inspiradas por Deus; contudo, são expressas por palavras de homens e adaptadas às necessidades humanas. Assim se poderia afirmar acerca do Livro de Deus o que se disse de Cristo, que “o Verbo Se fez carne, e habitou entre nós”. João 1:14. E esse fato, longe de constituir um argumento contra a Bíblia, deve fortalecer a nossa fé nela como a Palavra de Deus. Os que se pronunciam sobre a inspiração das Escrituras Sagradas, aceitando algumas partes como divinas, enquanto rejeitam outras como de origem humana, perdem de vista o fato de que Cristo, o divino, participou da natureza humana a fim de poder atingir a humanidade. Na obra de Deus para a redenção do homem, a divindade e a humanidade se identificaram.
Há muitas passagens nas Escrituras que os críticos céticos declaram não ser inspiradas, mas que, na sua excelente adaptação às necessidades dos homens, constituem as mensagens do próprio Deus para conforto de Seus filhos que nEle confiam. Uma bela ilustração desse fato ocorre na história do apóstolo Pedro. Estava preso, esperando ser executado no dia seguinte. Aquela noite dormia “entre dois soldados, ligado com duas cadeias, e os guardas diante da porta guardavam a prisão. E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro no lado, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa! E caíram-lhe das mãos as cadeias”. Atos dos Apóstolos 12:6, 7. Pedro, subitamente despertado, extasiou-se com a claridade que inundava o cárcere, e a beleza celestial do mensageiro divino. Não compreendeu a cena, mas sabia que estava livre, e em seu assombro e júbilo se teria retirado da prisão sem ter o cuidado de agasalhar-se do frio ar da noite. O anjo de Deus, notando todas as circunstâncias, disse-lhe com terna solicitude pelas necessidades do apóstolo: “Cinge-te e ata as tuas sandálias.” Atos dos Apóstolos 12:8. Pedro obedeceu mecanicamente; mas, tão embevecido estava diante da revelação daquela glória celestial, que não pensou em tomar a capa. Ordenou-lhe então o anjo: “Lança às costas a tua capa e segue-me. E, saindo, o seguia. E não sabia que era real o que estava sendo feito pelo anjo, mas cuidava que via alguma visão. E, quando passaram a primeira e segunda guarda, chegaram à porta de ferro que dá para a cidade, a qual se lhes abriu por si mesma; e, tendo saído, percorreram uma rua, e logo o anjo se apartou dele.” Atos dos Apóstolos 12:8-10. Achou-se, pois, o apóstolo só nas ruas de Jerusalém. “E Pedro, tornando a si, disse: Agora sei verdadeiramente — não eram pois um sonho ou uma visão, e sim um acontecimento real — que o Senhor enviou o Seu anjo, e me livrou da mão de Herodes, e de tudo que o povo dos judeus esperava.” Atos dos Apóstolos 12:11.
Os céticos podem sorrir à ideia de que um anjo glorioso do Céu houvesse de dar atenção a uma coisa tão trivial como a de cuidar destas simples necessidades humanas, pondo talvez em dúvida a inspiração dessa narrativa. Mas na sabedoria divina essas coisas foram relatadas na história sagrada não para benefício dos anjos, mas em atenção aos homens, para que, quando postos em situações difíceis, encontrassem conforto na ideia de que o Céu a todos conhece.
Jesus declarou que nem mesmo um passarinho cai ao solo sem ser notado pelo Pai celestial, e que se Deus tem presentes as necessidades de todas essas pequenas aves, muito mais cuidará dos que se fizerem súditos de Seu reino, e que, pela fé n'Ele, se constituírem herdeiros da vida eterna. Oh, se o espírito humano pudesse ao menos compreender — na medida em que o plano da redenção pode ser apreendido por mentes finitas — a obra de Jesus em tomar a natureza humana e o que Se propõe realizar por nós com esta Sua maravilhosa condescendência, o coração dos homens se comoveria de gratidão pelo grande amor de Deus, e humildemente adorariam a divina sabedoria que delineou o mistério da graça!
Fonte: EGW, T5, 746-749
Uma Crise é iminente
Marcadores:
Eventos Finais
-
Estamos às vésperas de grandes e importantes acontecimentos. As profecias rapidamente se estão cumprindo. O Senhor está às portas. Está prestes a inaugurar-se um período da mais alta importância para todos os viventes. As controvérsias do passado serão reavivadas, e outras novas suscitadas. As cenas que deverão desenrolar-se neste mundo não são nem sequer sonhadas. Satanás está operando por meio de instrumentos humanos. Os que se empenham em conseguir uma emenda à Constituição, para obter uma lei que imponha a observância do domingo, mal compreendem qual vai ser o resultado. Uma crise é iminente.
Necessitamos exercer fé em Deus, porque estamos justamente enfrentando um tempo de grandes provações. Cristo, no Monte das Oliveiras, enumerou os juízos terríveis que deviam preceder Sua volta: “E ouvireis de guerras e de rumores de guerras.” “Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores.” Mateus 24:6-8. Se bem que essas profecias tivessem tido cumprimento parcial na destruição de Jerusalém, aplicam-se mais diretamente aos últimos dias.
Entretanto, os servos de Deus não devem confiar em si mesmos nesta hora calamitosa. Nas visões dadas a Isaías, Ezequiel e João, vemos o interesse que o Céu toma nos acontecimentos da Terra e quão grande é a solicitude de Deus pelos que Lhe são fiéis. O mundo não está sem um governante. O programa dos acontecimentos futuros está nas mãos do Senhor. A Majestade do Céu tem sob Sua direção o destino das nações e os negócios de Sua igreja.
Na obra de Deus, muitas vezes nos deixamos influenciar pelos cuidados e dificuldades. O peso da responsabilidade não pesa apenas sobre mortais. Precisamos confiar em Deus, crer n'Ele e avançar. A incansável vigilância dos mensageiros celestiais e seu incessante empenho em prol dos que vivem na Terra nos revelam como a mão de Deus está guiando uma roda dentro de outra. O Instrutor divino diz a cada qual que desempenha uma parte em Sua obra o que outrora disse a respeito de Ciro: “Eu te cingirei, ainda que tu Me não conheças.” Isaías 45:5.
Irmãos, não é tempo de nos lamentarmos e entregarmos ao desespero, nem de ceder à dúvida e incredulidade. Cristo não é para nós um Salvador que jaz no sepulcro de José, vedado por uma grande pedra selada com o selo romano; temos um Salvador ressuscitado. É o Rei, o Senhor dos exércitos, que está assentado entre querubins, e que no meio da peleja e do tumulto das nações continua a guardar Seu povo. Aquele que domina nos Céus é nosso Salvador. Avalia cada provação; vigia a fornalha ardente destinada a provar cada alma. Quando as fortalezas dos reis ruírem e as flechas da ira de Deus atravessarem o coração de Seus inimigos, Seu povo estará seguro em Suas mãos.
Fonte: EGW, T5-753,754
DEUS PROVERÁ
Marcadores:
Oração
- 20/03/2014
Muitos que professam seguir a Cristo têm um coração ansioso e inquieto porque receiam confiar-se a Deus. Não se entregam completamente a Ele, porque temem as consequências que tal entrega possa implicar. Enquanto não fizerem esta entrega, não podem encontrar paz. Há muitos cujo coração está oprimido sob o peso de cuidados, porque procuram fazer como o mundo.
Escolheram seu serviço, aceitaram suas perplexidades, adotaram seus costumes. Assim, seu caráter é deformado e sua vida torna-se fatigante. As preocupações contínuas esgotam as forças da vida.
Nosso Senhor deseja que se libertem deste jugo de escravidão. Convida-os a aceitar o Seu jugo, dizendo: “O Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve.” Mateus 11:30. A inquietude é cega, e não pode discernir o futuro; mas Jesus vê o fim desde o princípio. Para cada dificuldade, tem já preparado um alívio: “Não negará bem algum aos que andam na retidão.” Salmos 84:11.
Nosso Pai celeste tem mil maneiras de nos prover as necessidades, das quais nada sabemos. Os que aceitam como princípio dar lugar supremo ao serviço de Deus verão desvanecidas as perplexidades e terão caminho plano diante de si.
O cumprimento fiel dos deveres de hoje é a melhor preparação para as provas de amanhã. Não penseis em toda as dificuldades e cuidados de amanhã, ajuntando-os ao fardo de hoje. “Basta a cada dia o seu mal.” Mateus 6:34.
Tenhamos esperança e ânimo. O desânimo no serviço de Deus é pecaminoso e desarrazoado. Deus conhece as nossas necessidades. À onipotência do Rei dos reis, nosso fiel Deus une a amabilidade e solicitude de Bom Pastor. Seu poder é absoluto e constitui a garantia do seguro cumprimento de Suas promessas para todos os que n'Ele confiam.
Há meios para remover toda a dificuldade, a fim de que os que O servem e respeitam as providências que Ele emprega possam receber auxílio. Seu amor sobrepuja qualquer outro amor, na proporção em que os céus são mais altos do que a Terra. Vela sobre Seus filhos com um amor que é incomensurável e eterno.
Nos dias mais sombrios, quando as aparências se mostram mais adversas, tende fé em Deus. Está cumprindo Sua vontade, fazendo todo o bem em auxílio de Seu povo. A força dos que O amam e servem será renovada dia após dia.
Pode e quer conceder a Seus servos todo o socorro de que carecem. Dar-lhes-á a sabedoria que suas variadas necessidades requerem.
Escreveu o experimentado apóstolo Paulo: “E disse-me: A Minha graça te basta, porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte.” 2 Coríntios 12:9-10.
#EGW - CBV
Em contato com os outros
Marcadores:
Conselhos
-
“Não julgueis, para que não sejais julgados, porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.” Mateus 7:1-2.
Todas as relações sociais exigem o exercício do domínio próprio, paciência e simpatia. Diferimos tanto uns dos outros em disposições, hábitos e educação, que variam entre si nossas maneiras de ver as coisas. Julgamos diferentemente. Nossa compreensão da verdade, nossas ideias em relação à conduta de vida não são idênticas sob todos os pontos de vista. Não há duas pessoas cuja experiência seja igual em cada particular. As provas de uma não são as provas de outra. Os deveres que para uma se apresentam como leves são para outra mais difíceis e inquietantes.
Tão fraca, ignorante e sujeita ao erro é a natureza humana que todos devemos ser cautelosos na maneira de julgar o próximo. Pouco sabemos da influência de nossos atos sobre a experiência dos outros. O que fazemos ou dizemos pode parecer-nos de pouca importância, quando, se nossos olhos se abrissem, veríamos que daí resultam as mais importantes consequências para o bem ou para o mal.
#EGW - CBV, 483
Assinar:
Postagens (Atom)












