A última páscoa

 
Os filhos de Israel celebraram a primeira Páscoa no dia em que foram libertos da escravidão no Egito.
Deus lhes prometera libertação. Disse-lhes que o primogênito de cada família egípcia seria morto.
 
Ordenara-lhes que marcassem as ombreiras da porta com o sangue de um cordeiro para que, quando o anjo exterminador estivesse fazendo seu trabalho, passasse por alto a habitação dos hebreus.
 
 
Deveriam assar aquele mesmo cordeiro e comê-lo à noite com pães asmos e ervas amargas que representavam a amargura da escravidão. Ao comer a carne do animal, deveriam estar prontos para a jornada, tendo os pés calçados e o cajado na mão.
 
Fizeram como o Senhor lhes instruíra e, naquela mesma noite, o rei do Egito ordenou-lhes que deixassem o país. Pela manhã, iniciaram a viagem rumo à terra prometida. Desde aquele dia, os israelitas costumavam celebrar a Páscoa todos os anos, em memória daquela noite em que foram libertados do jugo da servidão.
 
Agora o povo se congregava em Jerusalém para comemorar o evento. Cada família preparava um cordeiro que comiam acompanhado de ervas amargas, como seus antepassados no Egito, e contavam aos filhos como Deus fora misericordioso com eles, libertando-os da escravidão.
 
Chegara o tempo em que Jesus devia comemorar a festividade com Seus discípulos e pediu a Pedro e a João que encontrassem um lugar e preparassem a ceia da Páscoa.
 
Centenas de pessoas vinham a Jerusalém para a celebração e os habitantes da cidade se dispunham a ceder um cômodo da casa para os visitantes fazerem sua celebração.
 
O Salvador dissera a Pedro e a João que ao saírem pelas ruas encontrariam um homem com um cântaro de água. Deveriam então segui-lo até a casa em que entrasse e dizer ao dono da casa:
 
“O Mestre manda perguntar-te: Onde é o aposento no qual hei de comer a Páscoa com os Meus discípulos?” Lucas 22:11.
 
Esse homem deveria então mostrar-lhes uma sala espaçosa no andar superior da casa, provida com tudo de que precisavam e ali deveriam preparar a ceia pascal. Tudo aconteceu conforme Jesus havia dito.
 
Na hora da ceia, os discípulos estavam a sós com Jesus. O tempo que haviam passado em companhia do Mestre, nessas festas, havia sido sempre uma ocasião de grande alegria; agora, porém, Jesus estava com o espírito atribulado.
 
Finalmente, disse-lhes com a voz embargada pela tristeza:
“Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do Meu sofrimento.” Lucas 22:15.
 
Tomando da mesa um cálice de vinho não fermentado, disse:
“Recebei e reparti entre vós; pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus.” Lucas 22:17, 18.
 
 
 
 
Durante a celebração pascal, passavam-Lhe pela mente as cenas de Seu último e grande sacrifício. Encontrava-Se agora à sombra da cruz e a dor Lhe torturava o coração. Viu diante de Si toda a angústia que devia sofrer.
 
Conhecia a ingratidão e a crueldade que Lhe mostrariam aqueles a quem viera salvar; contudo, não Se preocupava com Seu próprio sofrimento e sim com os que O rejeitariam como Salvador, perdendo a vida eterna.
 
Seus discípulos, no entanto, eram a Sua maior preocupação, pois quando não mais estivesse com eles, seriam deixados a lutar sozinhos no mundo.
 
Em uma festa, o servo devia lavar os pés dos convidados e, naquela ocasião, fizeram os preparativos para isso. Ali estavam o vaso de água, a bacia e a toalha prontos para o lava-pés, mas nenhum servo apareceu. Os discípulos, portanto, deviam fazer a parte do servo.
 
Em seu coração, os discípulos não queriam fazer o papel de servo de seus irmãos. Não estavam dispostos a lavar-lhes os pés. Desse modo, tomaram seus lugares à mesa em silêncio.
 
Jesus esperou para ver o que eles fariam. Então, Ele mesmo Se levantou, cingiu-Se com a toalha, despejou água na bacia e começou a lavar os pés dos discípulos. Embora magoado por causa da discórdia entre eles, não os repreendeu com palavras duras. Demonstrou Seu amor, agindo como servo de Seus próprios discípulos. Quando terminou, disse-lhes:
 
“Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque Eu o sou. Ora, se Eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu vos fiz, façais vós também.” João 13:12-15.
 
 
 
 
Dessa maneira, Jesus ensinou aos Seus discípulos que deviam servir uns aos outros. Em vez de buscar a posição mais elevada para si mesmos, deveriam se dispor a servir os irmãos.
 
O Salvador veio ao mundo para trabalhar pelos outros, vivendo para ajudar e salvar os necessitados e pecadores, e Ele deseja que façamos o mesmo.
 
Os discípulos se sentiram envergonhados de seu ciúme e egoísmo. Seu coração se moveu de amor para com o Mestre e para com os irmãos. Só agora é que estavam prontos para ouvir os ensinos de Cristo.
 
Estando todos em silêncio, à mesa, Jesus tomou o pão e tendo dado graças, partiu-o e entregou-o aos discípulos, dizendo: “Isto é o Meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de Mim.” Lucas 22:19.
 
 
 
Tomou também o cálice, dizendo: “Este é o cálice da nova aliança no Meu sangue derramado em favor de vós.” Lucas 22:20.
 
 
Diz a Bíblia: “Todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha.” 1 Coríntios 11:26.
 
O pão e o vinho representam o corpo e o sangue de Jesus. Assim como o pão foi partido e o vinho tomado, o corpo de Jesus foi partido e Seu sangue derramado por nós.
 
 
Comendo o pão e bebendo o vinho, demonstramos que cremos neste fato. Mostramos que nos arrependemos de nossos pecados e que aceitamos a Cristo como nosso Salvador.
 
Cristo então conversou com eles durante algum tempo. Disse que ia para a casa de Seu Pai e que prepararia um lugar para eles e retornaria para levá-los consigo.
 
Prometeu enviar o Espírito Santo para que fosse o Mestre e Consolador deles. Disse-lhes que orassem em Seu nome e, certamente suas orações seriam atendidas.
 
Jesus então orou por eles, pedindo a Deus que os livrasse do mal e que amassem um ao outro assim como Ele os amava.
 
Jesus orou por nós do mesmo modo que orou pelos discípulos, dizendo:
 
“Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também sejam eles em Nós; para que o mundo creia que Tu Me enviaste; Eu neles, e Tu em Mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que Tu Me enviaste e os amaste, como também amaste a Mim.” João 17:20, 21, 23.
 
Era a última vez que Jesus celebrava a Páscoa com Seus discípulos. Era também a última Páscoa que devia ser celebrada na Terra, porque o sacrifício do cordeiro deveria ensinar às pessoas que um dia Cristo, o Cordeiro de Deus, viria para morrer pelos pecados do mundo. Assim, com Sua morte, não haveria mais necessidade de imolar o cordeiro quando Seu sacrifício estivesse consumado.
Quando os judeus selaram sua rejeição de Cristo condenando-O à morte, rejeitaram tudo o que dava importância e significado àquela festa. Daí em diante a solenidade seria uma cerimônia sem valor.
 
Nós, Adventistas, não cremos no que os católicos romanos chamam de "transubstanciação", na qual o pão e o vinho da eucaristia se transformam literalmente no corpo e no sangue de Cristo, respectivamente.
 
Cremos, na "consubstanciação", que ensina que o pão (sem fermento) e o vinho (suco puro da uva, não fermentado) se transformam em SÍMBOLOS do corpo e do sangue de Jesus Cristo. Esta crença está harmonizada com o que as Escrituras ensinam sobre o assunto.
A Páscoa nos fala de uma troca de lugar, onde Jesus tomou o nosso lugar para morrer por nós. Que nesta páscoa possamos refletir sobre o Amor de Deus na cruz do calvário.
 
FELIZ SÁBADO!!!!!!!!!!
 

Como examinaremos as escrituras?

 
" Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim". João 5:39
 
Como examinaremos as Escrituras, para compreender o que elas ensinam? Devemos investigar a Palavra de Deus com coração contrito, um espírito suscetível de ser ensinado e pleno de oração. Não devemos pensar, como os judeus, que nossas próprias ideias e opiniões são infalíveis, nem como os católicos, que certos indivíduos são os únicos guardiões da verdade e do conhecimento, que os homens não têm o direito de examinar as Escrituras por si mesmos, mas devem aceitar as explanações dadas pelos Pais da igreja. Não devemos estudar a Bíblia com o propósito de manter nossas opiniões preconcebidas, mas com o único objetivo de aprender o que Deus disse.
 
Temem alguns que se reconhecerem estar em erro, ainda que seja num simples ponto, outros serão levados a duvidar de toda a teoria da verdade. Têm, portanto, achado que não se deve permitir a investigação; que ela tenderia para a dissensão e a desunião. Mas se tal é o resultado da investigação, quanto mais depressa vier, melhor. Se há aqueles cuja fé na Palavra de Deus não suportará a prova de uma investigação das Escrituras, quanto mais depressa forem revelados melhor; pois então estará aberto o caminho para lhes mostrar seu erro. Não podemos manter a opinião de que uma posição uma vez assumida, uma vez advogada a ideia, não deve, sob qualquer circunstância ser abandonada. Há apenas Um que é infalível: Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.
 
Os que permitem que o preconceito ponha na mente uma barreira contra a recepção da verdade, não podem receber a iluminação divina. No entanto, ao ser apresentado um ponto de vista das Escrituras, muitos não perguntam: Isto é verdade — está em harmonia com a Palavra de Deus? mas: Por quem é defendido? e a menos que venha pelo instrumento que lhes agrada, não o aceitam. Tão plenamente satisfeitos estão com suas próprias ideias que não examinarão a evidência escriturística com o desejo de aprender, antes recusam ser interessados, meramente devido aos seus preconceitos.
 
Freqüentemente o Senhor trabalha onde menos O esperamos; surpreende-nos pela revelação de Seu poder em instrumento de Sua própria escolha, ao mesmo tempo que passa por alto os homens a quem temos olhado como sendo aqueles por cujo intermédio deve vir a luz. Deus deseja que recebamos a verdade em seus próprios méritos — porque é a verdade.
 
Não deve a Bíblia ser interpretada para agradar às ideias dos homens, por mais longo que seja o tempo em que têm considerado verdadeiras essas ideias. Não devemos aceitar a opinião de comentaristas como sendo a voz de Deus; eles eram mortais, sujeitos ao erro como nós mesmos. Deus nos tem dado a faculdade do raciocínio tanto como a eles. Devemos tornar a Bíblia o seu próprio expositor.
 
Devem todos ser cuidadosos quanto à apresentação de novos pontos de vista sobre as Escrituras, antes de terem dado a esses pontos completo estudo, e estarem plenamente preparados para sustentá-los com a Bíblia. Não introduzam coisa alguma que cause dissensão, sem a clara evidência de que nisto Deus está dando uma mensagem especial para este tempo.
 
Mas acautelemos de rejeitar o que é verdade. O grande perigo de nosso povo tem sido o de confiar nos homens e tornar a carne o seu braço. Os que não têm o hábito de examinar a Bíblia por si mesmos ou de pesar as evidências, confiam nos dirigentes, e aceitam as decisões que estes fazem, e assim rejeitarão muitos as próprias mensagens que Deus envia a Seu povo, se esses irmãos dirigentes não as aceitarem.
 
Ninguém deve pretender ter toda a luz que há para os filhos de Deus. O Senhor não tolerará isso. Ele disse: “Eis que diante de ti pus uma porta aberta e ninguém a pode fechar.” Mesmo que todos os nossos dirigentes recusem a luz e a verdade, essa porta ainda continuará aberta. O Senhor suscitará homens que darão ao povo a mensagem para este tempo.
 
A verdade é eterna e o conflito com o erro somente tornará manifesto o seu poder. Nunca devemos recusar examinar as Escrituras com os que temos razões para crer, desejam saber o que é a verdade. Suponhamos que um irmão conserve um ponto de vista que difere do nosso, e venha a nós propondo que nos assentemos com ele e façamos uma investigação desse ponto das Escrituras; levantar-nos-emos, cheios de preconceito e condenaríamos suas ideias, ao mesmo tempo que recusemos dar-lhe sincera atenção? A única atitude certa seria assentar-nos como cristãos e investigar a posição apresentada, à luz da Palavra de Deus, que revelará a verdade e desmascarará o erro. Ridicularizar-lhe as ideias não lhe enfraqueceria no mínimo a posição, se esta fosse falsa, nem nos fortaleceria a posição, se esta fosse verdadeira. Se as colunas de nossa fé não suportarem a prova da investigação, já é tempo de o sabermos. Entre nós não deve ser alimentado o espírito de farisaísmo.
 
Devemos estudar a Bíblia com reverência, sentindo que estamos na presença de Deus. Toda leviandade e frivolidade, devem ser postas de lado. Embora algumas porções  da Palavra sejam facilmente compreendidas, a verdadeira significação de outras partes não é discernida com tanta prontidão. Deve haver estudo e meditação pacientes, e oração fervorosa. Ao abrir as Escrituras deve cada estudante pedir a iluminação do Espírito Santo; e certa é a promessa de que esta será dada.
 
O espírito com que venhamos à investigação das Escrituras, determinará o caráter do assistente ao nosso lado. Anjos do mundo da luz, estarão com aqueles que com humildade de coração buscam a direção divina. Mas se a Bíblia for aberta com irreverência, com sentimento de presunção, se o coração está cheio de preconceitos, Satanás se acha ao nosso lado, e apresentará as declarações simples da Palavra de Deus numa luz pervertida.
 
Alguns há que condescendem com a leviandade, o sarcasmo, e até mesmo a mofa para com os que deles divergem. Outros apresentam um mundo de objeções a qualquer novo ponto de vista; e quando essas objeções são claramente respondidas pelas palavras das Escrituras, não reconhecem as evidências apresentadas, nem permitem serem convencidos. Sua inquirição não tem o propósito de chegar à verdade, mas tenciona meramente confundir a mente dos outros.
 
Alguns julgam ser evidência de agudeza e superioridade intelectual, confundir as mentes quanto ao que é verdade. Recorrem à subtileza dos argumentos, a jogos de palavras; tiram vantagem injusta em fazer perguntas. Quando suas perguntas têm sido razoavelmente respondidas, mudam de assunto trazendo novo ponto, para evitar o reconhecimento da verdade. Devemos acautelar-nos para não condescendermos com o espírito que dominava os judeus. Não queriam aprender de Cristo, porque Sua explicação das Escrituras não estava de acordo com as ideias deles; portanto tornaram-se espias nas Suas pegadas, “armando-Lhe ciladas, a fim de apanharem da Sua boca alguma coisa para O acusarem”. Não tragamos sobre nós mesmos a temível denúncia das palavras do Salvador: “Ai de vós, doutores da lei, que tirastes a chave da ciência; vós mesmos não entrastes e impedistes aos que entravam”.
 
Não requer muita sabedoria ou habilidade fazer perguntas difíceis de responder. Pode uma criança fazer perguntas sobre as quais o homem mais sábio fique embaraçado. Não nos empenhemos em disputas dessa espécie. Existe em nossos dias a mesma descrença que prevalecia no tempo de Cristo. Agora, como então, o desejo de promoção e de louvor dos homens desvia o povo da simplicidade da verdadeira piedade. Não há orgulho tão perigoso como o orgulho espiritual.
 
Devem os jovens examinar as Escrituras por si mesmos. Não devem julgar ser suficiente os mais velhos na experiência descobrirem a verdade; que os mais novos podem aceitá-la deles como sendo autoridade. Os judeus pereceram, como uma nação, porque foram afastados da verdade bíblica pelos seus governantes, sacerdotes e anciãos. Tivessem dado ouvidos às lições de Jesus, e examinado as Escrituras por si mesmos, e não teriam perecido.
 
Jovens das nossas fileiras estão observando para ver em que espírito os ministros investigam as Escrituras; se têm um espírito suscetível de ser ensinado e são suficientemente humildes para aceitar a evidência e receber a luz dos mensageiros que a Deus apraz enviar.
 
Devemos estudar a verdade nós mesmos. Não se deve esperar que qualquer homem pense por nós. Não importa quem seja, ou em que posição esteja colocado, não devemos esperar que qualquer homem seja critério para nós. Devemos aconselhar-nos e estar sujeitos um ao outro, mas ao mesmo tempo devemos exercer a habilidade que Deus nos deu para aprender o que é verdade. Cada um de nós deve buscar a Deus para obter a iluminação divina. Devemos desenvolver, individualmente, um caráter que suporte a prova no dia de Deus. Não devemos ficar apegados às nossas ideias, e pensar que ninguém deve interferir em nossas opiniões.
 
Ao ser chamada a nossa atenção para algum ponto de doutrina que não compreendemos vamos a Deus, de joelhos, para poderdes compreender o que é verdade e não serdes encontrados, como os judeus, lutando contra Deus. Ao advertir os homens de que se acautelem de aceitar qualquer coisa, a menos que esta seja a verdade, devemos também adverti-los a não porem em perigo a sua alma, rejeitando mensagens de luz, mas que se apressem em sair das trevas pelo estudo fervoroso da Palavra de Deus.
 
Quando Natanael foi a Jesus, o Salvador exclamou: “Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo!” Disse-Lhe Natanael: “Donde me conheces Tu?” Jesus respondeu: “... te vi Eu, estando tu debaixo da figueira”. E Jesus também nos verá nos lugares secretos de oração, se a Ele formos em busca de luz, para podermos saber o que é a verdade.
 
Se um irmão ensina um erro, os que estão em posições de responsabilidade devem sabê-lo; e se ele está ensinando a verdade, devem eles tomar posição ao seu lado. Todos nós devemos saber o que está sendo ensinado entre nós; pois, se isto for a verdade, devemos sabê-lo; o professor da Escola Sabatina deve sabê-lo; e cada aluno da Escola Sabatina deve compreendê-lo. Todos nós estamos na obrigação, para com Deus, de compreender o que Ele nos envia. Deu Ele direções pelas quais possamos provar cada doutrina: “À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva.” Mas se ela satisfizer a prova, não estejamos tão cheios de preconceito que não possamos reconhecer um ponto simplesmente porque ele não concorda com nossas ideias.
 
É impossível que mente alguma compreenda toda a riqueza e grandeza de uma única promessa divina que seja. Um apreende a glória de um ponto de vista, outro a beleza e graça de outro ponto, e a alma enche-se da luz celestial. Se víssemos toda a glória, o espírito desfaleceria. Mas podemos suportar, das abundantes promessas divinas, revelações muitíssimo maiores do que agora desfrutamos. Meu coração fica triste ao pensar como perdemos de vista a plenitude da bênção reservada para nós. Contentamo-nos com lampejos momentâneos de fulgor espiritual, quando poderíamos andar dia a dia à luz de Sua presença.
 
Queridos! Oremos como nunca dantes para que os raios do Sol da Justiça brilhem sobre a Palavra, a fim de que possamos compreender-Lhe a verdadeira significação. Jesus rogou para que Seus discípulos fossem santificados pela verdade — a Palavra de Deus. Então com que fervor devemos nós orar para que aquele que “penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus”, Aquele cujo ofício é trazer todas as coisas à lembrança do povo de Deus, e guiá-lo em toda a verdade, possa estar conosco na investigação de Sua Santa Palavra!
 
Deus deseja que confiemos nEle e não no homem. Quer que tenhamos um novo coração; Ele deseja dar-nos revelações de luz do trono de Deus.
 
"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para repreensão, para a correção, para a educação na justiça", 2 Timotéo 3:16
 
FELIZ SÁBADO!!!!!!!!!!!
 
Texto Extraído do livro Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos - EGW
 

A Biblia - Livro Sagrado....Voce que tem dúvida leia com carinho essa mensagem!!!


As vidas relatadas na Bíblia são histórias autênticas de pessoas reais. Desde Adão, passando pelas sucessivas gerações, até ao tempo dos apóstolos, temos uma narração clara, ao natural, do que realmente ocorreu, e a genuína experiência de personagens verídicos. É caso de admiração para muitos que a história inspirada relatasse fatos na vida de homens bons que lhes maculam o caráter moral. Os infiéis utilizam-se desses pecados com grande prazer, e expõem ao ridículo os que os cometeram. Os escritores inspirados não testificam de falsidades, para impedir que as páginas da história sagrada sejam obscurecidas pelo registro das fragilidades e faltas humanas. Os escribas de Deus escreveram segundo lhes foi ditado pelo Espírito Santo, não tendo eles próprios controle sobre o trabalho. Registraram a verdade literal, e fatos severos, repugnantes, são revelados por motivos que nossa mente finita não pode compreender plenamente.
 
É uma das melhores provas da autenticidade das Escrituras o não ser a verdade apresentada com paliativos, nem os pecados de seus principais personagens suprimidos. Muitos alegarão ser fácil relatar o que ocorre em uma existência comum. É, porém, fato provado ser uma impossibilidade humana o narrar imparcialmente a história de um contemporâneo; e o é quase igualmente narrar sem desvios da exata verdade a vida de qualquer pessoa ou povo com cuja vida nos achamos relacionados.
 
O espírito humano é tão sujeito ao preconceito, que lhe é quase impossível tratar o assunto imparcialmente. Ou os defeitos da pessoa em questão são excessivamente realçados, ou suas virtudes demasiado enaltecidas, dependendo do ponto de vista preconcebido do autor. Por mais imparcial que o historiador se proponha a ser, todos os críticos concordarão que esta é uma tarefa muito difícil.
 
A unção divina, porém, erguida acima das fraquezas humanas, conta a verdade simples, nua. Quantas biografias se têm escrito de corretos cristãos, que, em sua vida comum no lar, em suas relações com a igreja brilharam como exemplos de imaculada piedade! Defeito algum manchou a beleza da santidade deles, falta alguma é registrada de modo a lembrar-nos de que eram argila comum, e sujeitos às naturais tentações da humanidade. Todavia, houvesse-lhes a pena da Inspiração escrito a história, e quão diversos pareceriam eles! Ter-se-iam revelado fraquezas humanas, lutas com o egoísmo, hipocrisia e orgulho, talvez pecados ocultos, e a luta contínua entre o espírito e a carne.
 
Os próprios diários íntimos não revelam em suas páginas os pecaminosos atos do autor. Por vezes registram-se os conflitos com o mal, mas normalmente apenas quando o bem triunfou. Mas podem conter fiel registro de atos dignos de louvor e de nobres esforços; isto, também, quando o escritor pretende sinceramente manter um diário fiel de sua vida. É quase uma impossibilidade humana expor nossas faltas à possível inspeção de nossos amigos.
 
Houvesse nossa boa Bíblia sido escrita por pessoas não inspiradas, e apresentaria bem diverso aspecto, e seria um estudo desalentador para os errantes mortais, os quais estão a contender com as fragilidades naturais e as tentações de um inimigo astuto. Tal como é, no entanto, temos relatório fiel das experiências religiosas de notáveis personagens da história bíblica. Os homens favorecidos por Deus, e a quem confiou grandes responsabilidades, foram por vezes vencidos pela tentação e cometeram pecados, mesmo como nós da época presente lutamos, vacilamos e caímos freqüentemente em erro. É, porém, animador para nosso coração desfalecido saber que, mediante a graça de Deus, eles puderam obter novo vigor para se erguer outra vez acima de sua má natureza; e, lembrando-nos disso estamos, por nossa vez, prontos a recomeçar o conflito.
 
As murmurações do antigo Israel, e seu rebelde descontentamento, bem como os poderosos milagres realizados em seu favor, e os castigos de sua idolatria e ingratidão, acham-se escritos para nosso benefício. O exemplo do antigo Israel é apresentado como advertência ao povo de Deus, a fim de evitarem a incredulidade e escaparem a Sua ira. Houvessem as iniqüidades dos hebreus sido omitidas do Registro Sagrado, sendo contadas apenas suas virtudes, sua história deixaria de ensinar-nos a lição que ensina.
 
Os infiéis e amantes do pecado desculpam seus crimes citando a maldade de homens a quem Deus deu autoridade, nos tempos antigos. Alegam que, se esses santos homens cederam à tentação e cometeram pecados, não é de admirar que eles também sejam culpados de proceder mal; e dão a entender que não são tão maus afinal de contas, uma vez que têm tão ilustres exemplos de iniqüidade diante deles.
 
Os princípios de justiça exigiam uma fiel narração dos fatos para benefício de todos quantos houvessem de ler os Sagrados Registros. Aí divisamos as provas da sabedoria divina. É-nos exigido obedecer à lei de Deus, e não somente somos instruídos quanto à pena da desobediência, como nos é contada, para benefício nosso e advertência, a história de Adão e Eva no Paraíso, e os tristes resultados de sua desobediência aos mandamentos de Deus. O relatório é pleno e explícito. A lei dada ao homem no Éden está registrada, juntamente com o castigo resultante no caso de sua desobediência. Segue-se a história da tentação e queda, e o castigo infligido a nossos pais em seu erro.
 
Seu exemplo nos é dado como advertência contra o desobedecer, de modo a estarmos certos de que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23), que a justiça retributiva de Deus não falha, e que Ele exige de Suas criaturas estrita consideração para com Seus mandamentos. Quando a lei foi proclamada no Sinai, como foi definida a penalidade anexa, e quão certo o castigo que seguiria à transgressão da lei, e quão positivos são os casos registrados em testemunho disso!
 
A pena da Inspiração, fiel a sua tarefa, conta-nos os pecados em que caíram Noé, Ló, Moisés, Abraão, Davi e Salomão, e que mesmo o forte espírito de Elias sucumbiu ante a tentação durante sua terrível prova. A desobediência de Jonas e a idolatria de Israel são fielmente relatadas. A negação de Cristo por parte de Pedro, a viva contenda entre Paulo e Barnabé, as falhas e fraquezas dos profetas e dos apóstolos, todas são expostas pelo Espírito Santo, que descerra o véu do coração humano. Ali se acha diante de nós a vida dos crentes, com todas as suas faltas e loucuras, que servem como uma lição a todas as gerações que os seguissem.
 
Houvessem eles sido isentos de fraquezas, teriam sido mais que humanos, e nossa natureza pecaminosa desesperaria de nunca atingir a tal grau de excelência. Vendo, porém, onde eles lutaram e caíram, onde se animaram outra vez e venceram mediante a graça de Deus, somos animados e induzidos a avançar e passar por cima dos obstáculos que a natureza degenerada nos coloca no caminho.
 
Deus tem sido sempre fiel em castigar o crime. Envia Seus profetas para advertir os culpados, denuncia-lhes os pecados, e declara o juízo a vir sobre eles. Os que perguntam por que a Palavra de Deus revela os pecados de Seu povo de maneira tão clara para os zombadores escarnecerem e os santos deplorarem, devem considerar que tudo isso foi escrito para ensino deles, para que evitem os males assim registrados, e imitem apenas a justiça dos que serviram ao Senhor.
 
Precisamos exatamente dessas lições que a Bíblia nos dá, pois com a revelação do pecado, está registrada a retribuição que se lhe segue. A dor e o arrependimento do culpado, as lamentações da alma enferma de pecado, chegam até nós, vindas dos tempos idos, mostrando-nos que então, como agora, o homem necessitava da perdoadora misericórdia de Deus. Isto nos ensina que, ao passo que Ele é o punidor do crime, compadece-Se e perdoa o pecador arrependido.
 
Em Sua providência, tem o Senhor achado por bem ensinar e advertir Seu povo de várias maneiras. Por ordens diretas, pelos sagrados escritos e pelo Espírito de Profecia, tem-lhes Ele dado a conhecer Sua vontade... O fato de os pecados de certos indivíduos terem sido trazidos à luz, não quer dizer que eles sejam piores aos olhos de Deus do que muitos cujas faltas não são relatadas.
 
"... Os erros e maus procedimentos existentes na vida de professos cristãos são registrados para instrução dos que estão sujeitos a cair nas mesmas tentações. A experiência de um serve como farol para advertir outros a se desviarem dos perigosos recifes". Assim se revelam os laços e ardis de Satanás, a importância de aperfeiçoar um caráter cristão, e os meios por que se pode obter esse resultado. Dessa maneira Deus indica o que é necessário fazer para conseguir-Lhe a bênção.
 
Há, por parte de muitos, a tendência de deixar que se levantem sentimentos rebeldes, caso lhes sejam reprovados os erros. O espírito desta geração, é: “Dizei-nos coisas aprazíveis.” Isaías 30:10.
Mas o Espírito de Profecia só diz a verdade. Espalha-se a iniqüidade, e esfria o amor de muitos que professam seguir a Cristo. Estão cegos à iniqüidade do próprio coração, e não sentem a condição fraca e desamparada em que se encontram. Em misericórdia, Deus ergue o véu, e mostra-lhes que, por trás do cenário, há um olho que lhes distingue a invisível culpa e os motivos de suas ações.
 
Os pecados das igrejas populares acham-se caiados. Muitos dos membros andam em grosseiros vícios, e acham-se embebidos em iniqüidades. Caída é Babilônia e tornou-se habitação de toda ave imunda e aborrecível! Os mais revoltantes pecados da época se abrigam sob a capa do cristianismo.
 
Muitos proclamam a abolição da lei de Deus, e certamente sua vida se acha em harmonia com essa fé. Se não há lei, então não há transgressão, e portanto não há pecado; pois o pecado é a transgressão da lei.
 
"... É surpreendente ver sobre que frágeis fundamentos muitos constroem suas esperanças do Céu! Injuriam a lei do Infinito, como se O quisessem desafiar, e anular-Lhe a palavra. O próprio Satanás, com o conhecimento que tem da lei divina, não ousaria fazer os discursos que alguns pastores aborrecedores da lei fazem do púlpito; todavia, exulta com a blasfêmia deles.
 
"... o homem está sem conhecimento da vontade de Deus. Crimes e iniqüidades enchem-lhe a medida da existência. Quando, porém, o Espírito de Deus lhe revela todo o significado da lei, que mudança se lhe ocorre no coração!... Os trovões da Palavra de Deus o despertam da letargia e clama por misericórdia em nome de Jesus. E Deus sempre atende a essa humilde petição com ouvidos cheios de boa vontade. Jamais manda embora sem conforto um penitente... Assim tem o Espírito de Deus pronunciado advertências e juízos, sem recusar, contudo, a doce promessa da misericórdia.
 
Deus é tão poderoso hoje para salvar do pecado, como o era nos tempos patriarcais, de Davi e dos profetas e apóstolos. A multidão de casos registrados na história sagrada em que o Senhor livrou Seu povo das iniqüidades deles, deve tornar os cristãos de hoje ansiosos de receberem as instruções divinas, e zelosos de aperfeiçoarem um caráter que suporte a íntima inspeção do juízo.
 
A história bíblica sustém o coração desfalecido com a esperança da misericórdia de Deus. Não precisamos desesperar quando vemos que outros têm lutado através de desânimos semelhantes aos nossos, e caíram em tentações da mesma maneira que nós, e não obstante reconquistaram o terreno e foram abençoados por Deus. As palavras da Inspiração confortam e animam a alma errante. Se bem que os patriarcas e os apóstolos fossem sujeitos às fragilidades humanas, obtiveram, pela fé, boa reputação, combateram seus combates na força do Senhor, e venceram gloriosamente. Assim, podemos confiar na virtude do sacrifício expiatório, e ser vencedores no nome de Jesus.
 
A humanidade é a humanidade em todo o mundo, desde os tempos de Adão, até à geração atual; e o amor de Deus é, através de todos os séculos, um amor incomparável.
 

Tudo Coopera Para o Bem


Durante uma semana me reuni com algumas amigas em oração. Orávamos pela nossa igreja, pelo novo pastor e pelo pastor que saiu, por nossa familia e pela obra de evangelização. Recebemos a benção da presença do Espírito Santo. Foi maravilhoso.



Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito. Romanos 8:28.

Aprendi bem cedo que uma das coisas mais importantes que um cristão deve fazer é freqüentar regularmente a reunião de oração. Aí jaz o poder e a fonte constante de ânimo e forças. Também aprendi que é seguro depender dessa nutrição espiritual semanal e da pura alegria de beber da rica comunhão com outros crentes.

Não querendo chegar atrasada à igreja para uma reunião de oração, atravessei a rua correndo até o ponto do ônibus. Ah, ele vem chegando! pensei. Confiante em que o motorista me veria atravessando a rua, acenei para atrair-lhe a atenção, na certeza de que ele pararia para me deixar entrar. Ele não parou. Nem sequer reduziu a marcha.

Não acreditei! Por que teria o Senhor deixado que isso me acontecesse? Ele sabia do meu propósito de ir à reunião de oração. Ele sabia que perdendo aquele ônibus eu também perderia o da conexão seguinte, o que me levaria a chegar atrasada. Ah, como me senti magoada, sentindo que o Senhor me havia abandonado! Não queria Ele que eu fosse à reunião? Aborrecida, aguardei com impaciência o ônibus seguinte, com os pensamentos descontrolados na rede da dúvida. Eu me senti como se Deus estivesse distante.

Então aconteceu uma coisa estranha. Um carro se aproximou e parou junto ao meio-fio, na minha frente. Um amigo pôs a cabeça fora da janela e perguntou se eu queria uma carona. Alegremente entrei no carro e ele me levou diretamente à porta da igreja.

Quão envergonhada me senti por ter censurado ao Senhor! Não havia Ele prometido: "Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito"? Ele pode fazer inclusive com que o fato de perder um ônibus coopere para o nosso bem.

Deus cuida de todas as pequeninas coisas que nos dizem respeito e supre nossas necessidades de formas inesperadas. Senti-me muito grata, pois Ele me havia feito economizar tempo e dinheiro, e não só cheguei à igreja em tempo, mas cedo.

Confie nEle. Ele nunca falha.

Audre B. Taylor




Esperando em Deus



Descansa no Senhor e espera nEle. Salmo 37:7.

Alguém certa vez disse que a palavra mais popular no Antigo Testamento é esperar. E ela é provavelmente a palavra menos popular no mundo de hoje. Quem deseja esperar? Queremos tudo instantaneamente!

Meu esposo detesta esperar no trânsito. Dois minutos além do que é aceitável para ele numa luz vermelha do semáforo ou numa fila de tráfego, e lá vem o mapa para encontrar uma rota alternativa. Ele odeia esperar. Devo admitir que não tenho a tendência de me aborrecer com a espera no trânsito, mas acho difícil esperar que Deus atue quando preciso de uma resposta para um problema, agora!

No entanto, a confiança em Deus, em parte, é esperar que Ele atue. Pense em alguns dos nossos amigos da Bíblia. Noé teve de esperar até que Deus estivesse pronto para abrir os céus, a fim de passar pela experiência do dilúvio. Abraão esperou até ter a idade de avô para se tornar pai. Simeão esperou sua vida toda para segurar o bebê Jesus nos braços.

Esperar é difícil, não é? A Bíblia nos diz que as pessoas sempre tiveram de esperar que Deus agisse – Ele age somente quando chega a hora certa. A Bíblia também nos diz que as pessoas que esperaram em Deus nunca foram decepcionadas, mas os que se cansaram de esperar sempre se afastaram de mãos vazias.

Há uma passagem bíblica que me ajuda quando canso de esperar que Deus atue em meu favor: "Esperei pacientemente pelo Senhor; Ele Se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. ... Colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus." Sal. 40:1-3.

É muito confortador saber que, além de ouvir meu clamor, Deus Se inclina para olhar para mim. Ele me concede Sua plena atenção. Importa-Se com o que anda acontecendo na minha vida e sempre responderá ao meu clamor de maneira tal que eu deseje cantar e louvá-Lo. Certamente isso é algo pelo qual vale a pena esperar!

Confie em Deus. Seja paciente. Espere que Ele Se incline para você e coloque um novo cântico no seu coração. Pode contar com Ele, pois fará exatamente isso!

Mary Barrett

DEUS AMA A JUSTIÇA


És rei poderoso que ama a justiça; Tu firmas a eqüidade, executas o juízo e a justiça em Jacó. Sal. 99:4.

Está triste porque alguém cometeu uma injustiça contra você? Pense no conselho bíblico de hoje. Vivemos num mundo de injustiças. Volta e meia você se depara com situações que revoltam o seu espírito. Os juízes erram. Nem tanto por incapacidade, mas pela fragilidade das leis humanas. Quem tem dinheiro paga advogados espertos, que pegam uma letra da própria lei para burlar a justiça.

Essa cultura de injustiça que permeia nossa cultura nos torna, de alguma forma, também injustos. Quem não tenta obter vantagem de alguma circunstância? Quem não se vê tentando driblar, “de leve”, as normas estabelecidas para a convivência sadia da sociedade?

O poder torna as pessoas mais injustas. Alguém disse: “Se você quer conhecer de verdade uma pessoa, entregue-lhe o poder.” E é verdade. O poder confunde, ofusca a visão, distorce o caráter. Ou, talvez, cria as condições para que a verdadeira personalidade se revele.

No texto de hoje, o salmista menciona Deus como fonte de poder, justiça e eqüidade. Deus é a fonte de justiça verdadeira. É impossível exercer justiça sem o temor de Deus. Inútil querer praticar a justiça, separado de Deus.

Distante de Deus, o poder torna a pessoa injusta, abusiva e arbitrária. Qualquer poder que não provém de Deus é destrutivo e subjugador. O verdadeiro líder não é aquele que exerce poder sobre seus liderados. Mas aquele que administra o poder para fazer felizes as pessoas. Estas o seguem voluntariamente.

Foi assim que Jesus conquistou o coração da humanidade. O fato de ser Deus lhe daria direito a obrigar todo o mundo a segui-Lo, mas Ele morreu como servo. E, com a Sua morte, conquistou multidões. De um punhado de seguidores, na hora da Sua morte, nasceram os milhões que hoje O seguem espontaneamente.

Para que serve o poder nas mãos? Que tipo de líder é você? Para onde vai? O que pretende? Quais são os objetivos de sua vida?

Antes de iniciar suas atividades hoje, diga a Deus em seu coração: “És rei poderoso que ama a justiça; Tu firmas a eqüidade, executas o juízo e a justiça em Jacó.”

Pr. Alejandro Búllon

Vendo a Salvação de Deus


"Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo: Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra, porque os meus olhos já viram a tua salvação" (Lc 2.28-30).

Esse evento foi o auge da vida de Simeão: segurar em seus braços e apertar contra seu peito a Jesus, o Filho de Deus. Simeão havia acertado ao esperar de maneira constante e persistente pela consolação de Israel, mesmo tendo ficado idoso, de cabelos brancos. Ele cria nas promessas proféticas, por exemplo, no Salmo 33.4: "Porque a palavra do Senhor é reta, e todo o seu proceder é fiel". Deus jamais decepcionou alguém que confiou plenamente nEle. Mas muitas vezes a demora do cumprimento de Suas promessas serve para nos fazer amadurecer, preparando-nos para vivenciar o cumprimento dos desígnios divinos. Através de uma espera paciente Deus nos conduz a um relacionamento mais profundo e íntimo consigo mesmo. Isso é graça!

Quem vive com Deus de maneira determinada experimenta a glória e os milagres da Sua graça. Foi assim que o velho Simeão foi conduzido por Deus ao templo, movido pelo Espírito, no momento certo! Pois foi justamente nessa ocasião que os pais de Jesus trouxeram seu primogênito ao templo – 40 dias após o nascimento – cumprindo a lei da apresentação, (expiação, conforme Levítico 12). Que ventura deve ter sido para Simeão ver a Jesus e carregar em seus braços o Filho de Deus, o Messias! Essa experiência satisfez a todos os seus mais profundos anseios. E ele agradeceu a Deus em seu cântico (por favor, leia Lucas 2.25-32). Agora Simeão não precisava esperar mais nada na vida e desejava que Deus o despedisse em paz para o repouso.

Espero que o anseio de ver a Jesus, movido pelo Espírito, torne-se cada vez mais intenso em sua e em minha vida! Como seria bom se ficássemos desfalecidos de amor pelo Senhor, como a noiva do livro de Cantares, fazendo-nos desejar acima de tudo agradar-Lhe e estar bem perto dEle! "A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!" (Sl 84.2), diz o salmista Davi, que tinha caído em pecado mas também havia experimentado a restauração. No Salmo 85.9 ele testemunha: "Próxima está a salvação dos que o temem, para que a glória assista em nossa terra".

Certamente veremos a glória do Senhor em todo o seu esplendor quando nos encontrarmos com Ele face a face. Por enquanto, ainda temos de passar por períodos de sede, ainda temos de realizar o combate da fé. Um sedento anseia por água. Jesus nos oferece a água da vida e sacia nossos anseios.

Os pastores nos campos de Belém acreditaram na mensagem dos anjos e tiveram pressa para ver a salvação do mundo, e então anunciaram-na a todos. Era a energia da fé que os impulsionava. E assim deve ser também conosco, pois vivemos pela fé, e um dia veremos e experimentaremos a glória dAquele em quem cremos. A glória do Senhor já repousa desde agora sobre aqueles que esperam com paciência pela salvação, e seguem seu caminho com fé, movidos pelo Espírito. Quem tem a Jesus em seu coração irá vê-lO, como diz 1 João 3.2: "Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é". Então também experimentaremos o que diz a Palavra de Deus em 1 Pedro 1.8: "exultais com alegria indizível e cheia de glória".

Que o Senhor lhe conceda um Feliz Sábado!

PROCURAR E ACHAR


E buscar-me-eis, e me achareis; Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.(Jeremias 29:13; Mateus 7:7-8).

Em uma cerimônia fúnebre, o orador comentou acerca do falecido: “Ele procurou a vida inteira por algo.”

Estar a procura de algo expressa a atitude de muitas pessoas que pensam ser extremamente zelosas no tocante às questões espirituais, pois as consideram de elevada importância. O problema é que tais indivíduos estarão sempre procurando inutilmente até o fim da vida.

Se você já procurou por um objeto durante um longo tempo sem encontrar, sabe como essa é uma tarefa cansativa e frustrante. Atormentado pela incerteza e desespero, você averigua tantas possibilidades que não tem tempo para mais nada.

Sem dúvida alguma, é desejável que se preste atenção a importantes assuntos como salvação e futuro eterno. Seria trágico cair na armadilha do engano. Mas será que Deus quer que desperdicemos nossa vida em uma busca sem resultados?

Deus não brinca de esconde-esconde com ninguém. Se O buscarmos pela leitura da Bíblia e pela oração, certamente O encontraremos. “Estas palavras são verdadeiras e fiéis” (Apocalipse 21:5). Ele nos tirará do instável terreno das suposições. Ele nos ama muito para nos deixar com qualquer dúvida sobre Seu amor e nossa eterna salvação. Você pode achá-Lo na Bíblia; basta procurar.

Por Terra e Ar


Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Tiago 1:6. 

Durante os primeiros anos de nosso casamento, meu marido, filhos e eu viajávamos para visitar nossos pais, que moravam nas Carolinas. Orávamos sempre antes de sair e antes de voltar, pedindo com fé que Deus assumisse o volante e nos concedesse a Sua misericórdia na viagem. 

Enquanto viajávamos, víamos muitos acidentes, uns menores e alguns de natureza mais grave, mas Deus sempre enviava Seu anjo para cuidar de nós. Sempre saíamos de manhã bem cedo, acordando Cynthia e seu irmão Alexander, para que pudessem apreciar as coisas da natureza que Deus criara. 

Cynthia gostava de ficar acordada, observando tudo o que aparecesse à vista, enquanto seu irmão gostava de dormir enquanto viajávamos. Desde aquele tempo, tenho pensado na minha vida cristã e me perguntado com freqüência: 

"Estou eu – estamos nós – dormindo espiritualmente? 

Ou estamos despertos – trabalhando, obedecendo a Jesus, fazendo o que Ele deseja que façamos?" 

À medida que os anos passavam e as crianças cresciam, a distância e a condição física do meu esposo exigiram que recorrêssemos às viagens de avião. Orar antes da viagem e pedir que Jesus seja o piloto e co-piloto ainda fazem parte de nossos preparativos. 

Num domingo havia neve sobre o chão. Mas eu precisava viajar. Embarquei no avião 20 minutos antes da decolagem. Decidi não permitir a entrada de nenhum pensamento negativo na minha mente. Então o piloto anunciou que estávamos prontos para a decolagem, mas teríamos uma viagem turbulenta. 

Como fiquei feliz por ter orado pedindo a misericórdia de Deus! Dito e feito: após uns dez minutos de vôo, o avião pareceu cair de repente, e depois pendeu para o lado. Isso continuou por algum tempo. Assim como o piloto tinha avisado, foi uma viagem turbulenta. Tendo orado com fé em Deus, cheguei ao meu destino. Às vezes na vida temos estradas e vôos sacolejantes. Mas Deus nos ajuda no percurso, não importa quão esburacada seja a estrada ou turbulenta a viagem aérea. Jesus estará sempre conosco. 

Annie B. Best

A Obediência é um Privilégio


"Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." II Cor. 5:17.

Pode alguém não ser capaz de dizer exatamente a ocasião ou lugar de sua conversão, nem seguir toda a cadeia de circunstâncias no seu processo; mas isto não prova que essa pessoa não seja convertida. Cristo disse a Nicodemos: "O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito." João 3:8. Como o vento, que é invisível, mas cujos efeitos se podem claramente ver e sentir, assim é o Espírito de Deus em Sua obra no coração humano. Essa virtude regeneradora que nenhum olho humano pode ver, gera na alma uma vida nova; cria um novo ser, à imagem de Deus. Conquanto a obra do Espírito seja silenciosa e imperceptível, seus efeitos são manifestos. Se o coração foi renovado pelo Espírito de Deus, a vida dará testemunho desse fato. Se bem que nada possamos fazer para mudar o coração ou pôr-nos em harmonia com Deus; se bem que não devamos absolutamente confiar em nós mesmos ou em nossas boas obras, nossa vida revelará se a graça de Deus está habitando em nós. Ver-se-á mudança no caráter, nos hábitos e atividades. Será claro e positivo o contraste entre o que foram e o que são. O caráter se revela, não por boas ou más ações ocasionais, mas pela tendência das palavras e atos costumeiros.

É verdade que pode haver um modo de proceder exteriormente correto, sem o poder regenerador de Cristo. O amor da influência e o desejo da estima alheia poderão determinar uma vida bem ordenada. O respeito próprio poderá levar-nos a evitar a aparência do mal. Um coração egoísta poderá praticar ações generosas. Por que meios, pois, poderemos determinar de que lado nos achamos?

Quem possui nosso coração? Com quem estão nossos pensamentos? Sobre quem gostamos de conversar? Quem é o objeto de nossas mais calorosas afeições e nossas melhores energias? Se somos de Cristo, nossos pensamentos com Ele estarão, e nEle se concentrarão as nossas mais doces meditações. Tudo que temos e somos a Ele será consagrado. Almejaremos trazer a Sua imagem, possuir Seu Espírito, cumprir Sua vontade e agradar-Lhe em todas as coisas.

Os que se tornaram novas criaturas em Cristo Jesus, produzirão os frutos do Espírito - "amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio". Gál. 5:22 e 23. Não se conformarão por mais tempo com as concupiscências anteriores, mas pela fé do Filho de Deus seguirão as Suas pisadas, refletir-Lhe-ão o caráter e se purificarão, assim como Ele é puro. As coisas que outrora aborreciam, agora amam; e aquilo que outrora amavam, aborrecem agora. O orgulhoso e presunçoso torna-se manso e humilde de coração. O vanglorioso e arrogante torna-se circunspecto e moderado. O bêbado torna-se sóbrio e o viciado, puro. Os vãos costumes e modas do mundo são renunciados. O cristão buscará, não o "enfeite... exterior", mas "o homem encoberto no coração, no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus". I Ped. 3:3 e 4.

Não há evidência de genuíno arrependimento, a menos que se opere a reforma. Restituindo o penhor, devolvendo aquilo que roubara, confessando os pecados e amando a Deus e ao próximo, pode o pecador estar certo de que passou da morte para a vida.

Quando, como seres pecaminosos e sujeitos ao erro, chegamos a Cristo e nos tornamos participantes de Sua graça perdoadora, surge o amor em nosso coração. Todo peso se torna leve; pois é suave o jugo que Cristo impõe. O dever torna-se deleite, o sacrifício prazer. O caminho que dantes parecia envolto em trevas, torna-se iluminado pelos raios do Sol da Justiça.

A amabilidade do caráter de Cristo se manifestará em Seus seguidores. Era Seu deleite fazer a vontade de Deus. Amor a Deus, zelo por Sua glória, era o motivo dominante na vida de nosso Salvador. O amor embelezava e enobrecia todos os Seus atos. O amor vem de Deus. O coração não consagrado não o pode originar nem produzir. Encontra-se unicamente no coração em que reina Jesus. "Nós O amamos, porque Ele nos amou primeiro." I João 4:19, Bras. No coração renovado pela graça divina, o amor é o princípio da ação. Modifica o caráter, governa os impulsos, domina as paixões, subjuga a inimizade e enobrece as afeições. Este amor, abrigado na alma, ameniza a vida e espalha ao redor uma influência enobrecedora.

Há dois erros contra os quais os filhos de Deus - particularmente os que só há pouco vieram a confiar em Sua graça - devem, especialmente, precaver-se. O primeiro, do qual já tratamos, é o de tomar em consideração as suas próprias obras, confiando em qualquer coisa que possam fazer, a fim de pôr-se em harmonia com Deus. Aquele que procura tornar-se santo por suas próprias obras, guardando a lei, tenta o impossível. Tudo que o homem possa fazer sem Cristo, está poluído de egoísmo e pecado. É unicamente a graça de Cristo, pela fé, que nos pode tornar santos.

O erro oposto e não menos perigoso é o de que a crença em Cristo isente o homem da observância da lei de Deus; que, visto como só pela fé é que nos tornamos participantes da graça de Cristo, nossas obras nada têm que ver com nossa redenção.

Mas notai aqui que a obediência não é mera aquiescência externa, mas sim o serviço de amor. A lei de Deus é uma expressão de Sua própria natureza; é uma corporificação do grande princípio do amor, sendo, daí o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra. Se nosso coração é renovado à semelhança de Deus, se o amor divino é implantado na alma, não será então praticado na vida a lei de Deus? Implantado no coração o princípio do amor, renovado o homem segundo a imagem dAquele que o criou, cumpre-se a promessa do novo concerto: "Porei as Minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos." Heb. 10:16. E se a lei está escrita no coração, não moldará ela a vida? A obediência - nosso serviço e aliança de amor - é o verdadeiro sinal de discipulado. Assim diz a Escritura: "Porque esta é a caridade [ou amor] de Deus: que guardemos os Seus mandamentos." I João 5:3. "Aquele que diz: Eu conheço-O e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade." I João 2:4. É a fé, e ela só, que, em vez de dispensar-nos da obediência, nos torna participantes da graça de Cristo, a qual nos habilita a prestar obediência.

Não ganhamos a salvação por nossa obediência; Pois a salvação é dom gratuito de Deus, e que obtemos pela fé. Mas a obediência é fruto da fé. "Bem sabeis que Ele Se manifestou para tirar os nossos pecados; e nEle não há pecado. Qualquer que permanece nEle não peca: qualquer que peca não O viu nem O conheceu". I João 3:5 e 6. Aí é que está a verdadeira prova. Se habitamos em Cristo, se o amor de Deus habita em nós, nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas ações estão em harmonia com a vontade de Deus tal como se expressa nos preceitos de Sua santa lei. "Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como Ele é justo." I João 3:7. A justiça está definida no padrão da santa lei de Deus, expressa nos dez preceitos dados no Sinai.

A chamada fé em Cristo que professa desobrigar os homens da obediência a Deus, não é fé, mas presunção. "Pela graça sois salvos, por meio da fé." Efés. 2:8. Mas "a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma". Tia. 2:17. Jesus disse de Si mesmo, antes de descer à Terra: "Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração." Sal. 40:8. E justamente antes de ascender para o Céu, declarou: "Tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e permaneço no Seu amor." João 15:10. Diz a Escritura: "Nisto sabemos que O conhecemos: se guardarmos os Seus mandamentos. Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou." I João 2:3 e 6. "Pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as Suas pisadas." I Ped. 2:21.

A condição de vida eterna é hoje justamente a mesma que sempre foi - exatamente a mesma que foi no paraíso, antes da queda de nossos primeiros pais - perfeita obediência à lei de Deus, perfeita justiça. Se a vida eterna fosse concedida sob qualquer condição inferior a essa, correria perigo a felicidade do Universo todo. Estaria aberto o caminho para que o pecado, com todo o seu cortejo de infortúnios e misérias, se imortalizasse.

Era possível a Adão, antes da queda, formar um caráter justo pela obediência à lei de Deus. Mas deixou de o fazer e, devido ao seu pecado, nossa natureza se acha decaída, e não podemos tornar-nos justos. Visto como somos pecaminosos, profanos, não podemos obedecer perfeitamente a uma lei santa. Não possuímos justiça em nós mesmos com a qual pudéssemos satisfazer às exigências da lei de Deus. Mas Cristo nos proveu um meio de escape. Viveu na Terra em meio de provas e tentações como as que nos sobrevêm a nós. Viveu uma vida sem pecado. Morreu por nós, e agora Se oferece para nos tirar os pecados e dar-nos Sua justiça. Se vos entregardes a Ele e O aceitardes como vosso Salvador, sereis então, por pecaminosa que tenha sido vossa vida, considerados justos por Sua causa. O caráter de Cristo substituirá o vosso caráter, e sereis aceitos diante de Deus exatamente como se não houvésseis pecado.

E ainda mais, Cristo mudará o coração. Nele habitará, pela fé. Pela fé e contínua submissão de vossa vontade a Cristo, deveis manter essa ligação com Ele; e enquanto isso fizerdes, Ele operará em vós o querer e o efetuar, segundo a Sua vontade. Podereis então dizer: "A vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim." Gál. 2:20. Disse Jesus a Seus discípulos: "Não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós." Mat. 10:20. Assim, atuando Cristo em vós, manifestareis o mesmo espírito e praticareis as mesmas obras - obras de justiça e obediência.

Nada temos, pois, em nós mesmos, de que nos possamos orgulhar. Não temos nenhum motivo para exaltação própria. Nosso único motivo de esperança está na justiça de Cristo a nós imputada, e naquela atuação do Seu Espírito em nós e através de nós.

Quando falamos em fé, devemos ter presente uma distinção. Existe uma espécie de crença que é inteiramente diversa da fé. A existência e poder de Deus, a veracidade de Sua palavra, são fatos que mesmo Satanás e seus exércitos não podem sinceramente negar. Diz a Bíblia que "também os demônios o crêem e estremecem" (Tia. 2:19); mas isto não é fé. Onde existe não só a crença na Palavra de Deus, mas também uma submissão à Sua vontade; onde o coração se Lhe acha rendido e as afeições nele concentradas, aí existe fé - a fé que opera por amor e purifica a alma. Por esta fé o coração é renovado à imagem de Deus. E o coração que em seu estado irregenerado não era sujeito à lei de Deus, agora se deleita em Seus santos preceitos, exclamando com o salmista: "Oh! quanto amo a Tua lei! É a minha meditação em todo o dia!" Sal. 119:97. E cumpre-se a justiça da lei em nós, os que não andamos "segundo a carne, mas segundo o espírito". Rom. 8:1.

Há os que já experimentaram o amor perdoador de Cristo, e que desejam realmente ser filhos de Deus, contudo reconhecem que seu caráter é imperfeito, sua vida faltosa, e chegam a ponto de duvidar se seu coração foi renovado pelo Espírito Santo. A esses eu desejaria dizer: Não recueis, em desespero. Muitas vezes, teremos de prostrar-nos e chorar aos pés de Jesus, por causa de nossas faltas e erros; mas não nos devemos desanimar. Mesmo quando somos vencidos pelo inimigo, não somos repelidos, nem abandonados ou rejeitados por Deus. Não; Cristo está à destra de Deus, fazendo intercessão por nós. Diz o amado João: "Estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo." I João 2:1. E não esqueçais as palavras de Cristo: "O mesmo Pai vos ama." João 16:27. Ele deseja atrair-vos de novo a Si, e ver refletidas em vós Sua pureza e santidade. E se tão-somente vos renderdes a Ele, Aquele que em vós começou a boa obra há de continuá-la até o dia de Jesus Cristo. Orai com mais fervor; crede mais plenamente. À medida que formos desconfiando de nosso próprio poder, confiemos mais no poder de nosso Redentor, e haveremos de louvá-Lo, a Ele que é a saúde da nossa face.

Quanto mais perto vos chegardes de Jesus, tanto mais cheio de faltas parecereis aos vossos olhos; porque vossa visão será mais clara e vossas imperfeições se verão em amplo e vivo contraste com Sua natureza perfeita. Isto é prova de que os enganos de Satanás perderam seu poder; que a influência vivificante do Espírito de Deus está a despertar-vos.

Não pode habitar um amor profundo e arraigado no coração daquele que não reconhece sua pecaminosidade. A alma transformada pela graça de Cristo admirará o Seu caráter divino; se, porém, não reconhecemos nossa própria deformidade moral, é isto uma prova inequívoca de que não obtivemos uma visão da beleza e excelência de Cristo.

Quanto menos virmos em nós mesmos digno de estima, tanto mais havemos de ver digno de estima na infinita pureza e amabilidade de nosso Salvador. A vista de nossa pecaminosidade impele-nos para Ele, que é capaz de perdoar; e quando a alma, reconhecendo o seu desamparo, anseia por Cristo, Ele Se revelará em poder. Quanto mais a sensação de nossa necessidade nos impelir para Ele e para a Palavra de Deus, tanto mais exaltada visão teremos de Seu caráter, e tanto mais plenamente refletiremos a Sua imagem.

Fonte: Livro "Caminho a Cristo"







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