PROCURAR E ACHAR


E buscar-me-eis, e me achareis; Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.(Jeremias 29:13; Mateus 7:7-8).

Em uma cerimônia fúnebre, o orador comentou acerca do falecido: “Ele procurou a vida inteira por algo.”

Estar a procura de algo expressa a atitude de muitas pessoas que pensam ser extremamente zelosas no tocante às questões espirituais, pois as consideram de elevada importância. O problema é que tais indivíduos estarão sempre procurando inutilmente até o fim da vida.

Se você já procurou por um objeto durante um longo tempo sem encontrar, sabe como essa é uma tarefa cansativa e frustrante. Atormentado pela incerteza e desespero, você averigua tantas possibilidades que não tem tempo para mais nada.

Sem dúvida alguma, é desejável que se preste atenção a importantes assuntos como salvação e futuro eterno. Seria trágico cair na armadilha do engano. Mas será que Deus quer que desperdicemos nossa vida em uma busca sem resultados?

Deus não brinca de esconde-esconde com ninguém. Se O buscarmos pela leitura da Bíblia e pela oração, certamente O encontraremos. “Estas palavras são verdadeiras e fiéis” (Apocalipse 21:5). Ele nos tirará do instável terreno das suposições. Ele nos ama muito para nos deixar com qualquer dúvida sobre Seu amor e nossa eterna salvação. Você pode achá-Lo na Bíblia; basta procurar.

Por Terra e Ar


Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Tiago 1:6. 

Durante os primeiros anos de nosso casamento, meu marido, filhos e eu viajávamos para visitar nossos pais, que moravam nas Carolinas. Orávamos sempre antes de sair e antes de voltar, pedindo com fé que Deus assumisse o volante e nos concedesse a Sua misericórdia na viagem. 

Enquanto viajávamos, víamos muitos acidentes, uns menores e alguns de natureza mais grave, mas Deus sempre enviava Seu anjo para cuidar de nós. Sempre saíamos de manhã bem cedo, acordando Cynthia e seu irmão Alexander, para que pudessem apreciar as coisas da natureza que Deus criara. 

Cynthia gostava de ficar acordada, observando tudo o que aparecesse à vista, enquanto seu irmão gostava de dormir enquanto viajávamos. Desde aquele tempo, tenho pensado na minha vida cristã e me perguntado com freqüência: 

"Estou eu – estamos nós – dormindo espiritualmente? 

Ou estamos despertos – trabalhando, obedecendo a Jesus, fazendo o que Ele deseja que façamos?" 

À medida que os anos passavam e as crianças cresciam, a distância e a condição física do meu esposo exigiram que recorrêssemos às viagens de avião. Orar antes da viagem e pedir que Jesus seja o piloto e co-piloto ainda fazem parte de nossos preparativos. 

Num domingo havia neve sobre o chão. Mas eu precisava viajar. Embarquei no avião 20 minutos antes da decolagem. Decidi não permitir a entrada de nenhum pensamento negativo na minha mente. Então o piloto anunciou que estávamos prontos para a decolagem, mas teríamos uma viagem turbulenta. 

Como fiquei feliz por ter orado pedindo a misericórdia de Deus! Dito e feito: após uns dez minutos de vôo, o avião pareceu cair de repente, e depois pendeu para o lado. Isso continuou por algum tempo. Assim como o piloto tinha avisado, foi uma viagem turbulenta. Tendo orado com fé em Deus, cheguei ao meu destino. Às vezes na vida temos estradas e vôos sacolejantes. Mas Deus nos ajuda no percurso, não importa quão esburacada seja a estrada ou turbulenta a viagem aérea. Jesus estará sempre conosco. 

Annie B. Best

A Obediência é um Privilégio


"Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." II Cor. 5:17.

Pode alguém não ser capaz de dizer exatamente a ocasião ou lugar de sua conversão, nem seguir toda a cadeia de circunstâncias no seu processo; mas isto não prova que essa pessoa não seja convertida. Cristo disse a Nicodemos: "O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito." João 3:8. Como o vento, que é invisível, mas cujos efeitos se podem claramente ver e sentir, assim é o Espírito de Deus em Sua obra no coração humano. Essa virtude regeneradora que nenhum olho humano pode ver, gera na alma uma vida nova; cria um novo ser, à imagem de Deus. Conquanto a obra do Espírito seja silenciosa e imperceptível, seus efeitos são manifestos. Se o coração foi renovado pelo Espírito de Deus, a vida dará testemunho desse fato. Se bem que nada possamos fazer para mudar o coração ou pôr-nos em harmonia com Deus; se bem que não devamos absolutamente confiar em nós mesmos ou em nossas boas obras, nossa vida revelará se a graça de Deus está habitando em nós. Ver-se-á mudança no caráter, nos hábitos e atividades. Será claro e positivo o contraste entre o que foram e o que são. O caráter se revela, não por boas ou más ações ocasionais, mas pela tendência das palavras e atos costumeiros.

É verdade que pode haver um modo de proceder exteriormente correto, sem o poder regenerador de Cristo. O amor da influência e o desejo da estima alheia poderão determinar uma vida bem ordenada. O respeito próprio poderá levar-nos a evitar a aparência do mal. Um coração egoísta poderá praticar ações generosas. Por que meios, pois, poderemos determinar de que lado nos achamos?

Quem possui nosso coração? Com quem estão nossos pensamentos? Sobre quem gostamos de conversar? Quem é o objeto de nossas mais calorosas afeições e nossas melhores energias? Se somos de Cristo, nossos pensamentos com Ele estarão, e nEle se concentrarão as nossas mais doces meditações. Tudo que temos e somos a Ele será consagrado. Almejaremos trazer a Sua imagem, possuir Seu Espírito, cumprir Sua vontade e agradar-Lhe em todas as coisas.

Os que se tornaram novas criaturas em Cristo Jesus, produzirão os frutos do Espírito - "amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio". Gál. 5:22 e 23. Não se conformarão por mais tempo com as concupiscências anteriores, mas pela fé do Filho de Deus seguirão as Suas pisadas, refletir-Lhe-ão o caráter e se purificarão, assim como Ele é puro. As coisas que outrora aborreciam, agora amam; e aquilo que outrora amavam, aborrecem agora. O orgulhoso e presunçoso torna-se manso e humilde de coração. O vanglorioso e arrogante torna-se circunspecto e moderado. O bêbado torna-se sóbrio e o viciado, puro. Os vãos costumes e modas do mundo são renunciados. O cristão buscará, não o "enfeite... exterior", mas "o homem encoberto no coração, no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus". I Ped. 3:3 e 4.

Não há evidência de genuíno arrependimento, a menos que se opere a reforma. Restituindo o penhor, devolvendo aquilo que roubara, confessando os pecados e amando a Deus e ao próximo, pode o pecador estar certo de que passou da morte para a vida.

Quando, como seres pecaminosos e sujeitos ao erro, chegamos a Cristo e nos tornamos participantes de Sua graça perdoadora, surge o amor em nosso coração. Todo peso se torna leve; pois é suave o jugo que Cristo impõe. O dever torna-se deleite, o sacrifício prazer. O caminho que dantes parecia envolto em trevas, torna-se iluminado pelos raios do Sol da Justiça.

A amabilidade do caráter de Cristo se manifestará em Seus seguidores. Era Seu deleite fazer a vontade de Deus. Amor a Deus, zelo por Sua glória, era o motivo dominante na vida de nosso Salvador. O amor embelezava e enobrecia todos os Seus atos. O amor vem de Deus. O coração não consagrado não o pode originar nem produzir. Encontra-se unicamente no coração em que reina Jesus. "Nós O amamos, porque Ele nos amou primeiro." I João 4:19, Bras. No coração renovado pela graça divina, o amor é o princípio da ação. Modifica o caráter, governa os impulsos, domina as paixões, subjuga a inimizade e enobrece as afeições. Este amor, abrigado na alma, ameniza a vida e espalha ao redor uma influência enobrecedora.

Há dois erros contra os quais os filhos de Deus - particularmente os que só há pouco vieram a confiar em Sua graça - devem, especialmente, precaver-se. O primeiro, do qual já tratamos, é o de tomar em consideração as suas próprias obras, confiando em qualquer coisa que possam fazer, a fim de pôr-se em harmonia com Deus. Aquele que procura tornar-se santo por suas próprias obras, guardando a lei, tenta o impossível. Tudo que o homem possa fazer sem Cristo, está poluído de egoísmo e pecado. É unicamente a graça de Cristo, pela fé, que nos pode tornar santos.

O erro oposto e não menos perigoso é o de que a crença em Cristo isente o homem da observância da lei de Deus; que, visto como só pela fé é que nos tornamos participantes da graça de Cristo, nossas obras nada têm que ver com nossa redenção.

Mas notai aqui que a obediência não é mera aquiescência externa, mas sim o serviço de amor. A lei de Deus é uma expressão de Sua própria natureza; é uma corporificação do grande princípio do amor, sendo, daí o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra. Se nosso coração é renovado à semelhança de Deus, se o amor divino é implantado na alma, não será então praticado na vida a lei de Deus? Implantado no coração o princípio do amor, renovado o homem segundo a imagem dAquele que o criou, cumpre-se a promessa do novo concerto: "Porei as Minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos." Heb. 10:16. E se a lei está escrita no coração, não moldará ela a vida? A obediência - nosso serviço e aliança de amor - é o verdadeiro sinal de discipulado. Assim diz a Escritura: "Porque esta é a caridade [ou amor] de Deus: que guardemos os Seus mandamentos." I João 5:3. "Aquele que diz: Eu conheço-O e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade." I João 2:4. É a fé, e ela só, que, em vez de dispensar-nos da obediência, nos torna participantes da graça de Cristo, a qual nos habilita a prestar obediência.

Não ganhamos a salvação por nossa obediência; Pois a salvação é dom gratuito de Deus, e que obtemos pela fé. Mas a obediência é fruto da fé. "Bem sabeis que Ele Se manifestou para tirar os nossos pecados; e nEle não há pecado. Qualquer que permanece nEle não peca: qualquer que peca não O viu nem O conheceu". I João 3:5 e 6. Aí é que está a verdadeira prova. Se habitamos em Cristo, se o amor de Deus habita em nós, nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas ações estão em harmonia com a vontade de Deus tal como se expressa nos preceitos de Sua santa lei. "Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como Ele é justo." I João 3:7. A justiça está definida no padrão da santa lei de Deus, expressa nos dez preceitos dados no Sinai.

A chamada fé em Cristo que professa desobrigar os homens da obediência a Deus, não é fé, mas presunção. "Pela graça sois salvos, por meio da fé." Efés. 2:8. Mas "a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma". Tia. 2:17. Jesus disse de Si mesmo, antes de descer à Terra: "Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração." Sal. 40:8. E justamente antes de ascender para o Céu, declarou: "Tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e permaneço no Seu amor." João 15:10. Diz a Escritura: "Nisto sabemos que O conhecemos: se guardarmos os Seus mandamentos. Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou." I João 2:3 e 6. "Pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as Suas pisadas." I Ped. 2:21.

A condição de vida eterna é hoje justamente a mesma que sempre foi - exatamente a mesma que foi no paraíso, antes da queda de nossos primeiros pais - perfeita obediência à lei de Deus, perfeita justiça. Se a vida eterna fosse concedida sob qualquer condição inferior a essa, correria perigo a felicidade do Universo todo. Estaria aberto o caminho para que o pecado, com todo o seu cortejo de infortúnios e misérias, se imortalizasse.

Era possível a Adão, antes da queda, formar um caráter justo pela obediência à lei de Deus. Mas deixou de o fazer e, devido ao seu pecado, nossa natureza se acha decaída, e não podemos tornar-nos justos. Visto como somos pecaminosos, profanos, não podemos obedecer perfeitamente a uma lei santa. Não possuímos justiça em nós mesmos com a qual pudéssemos satisfazer às exigências da lei de Deus. Mas Cristo nos proveu um meio de escape. Viveu na Terra em meio de provas e tentações como as que nos sobrevêm a nós. Viveu uma vida sem pecado. Morreu por nós, e agora Se oferece para nos tirar os pecados e dar-nos Sua justiça. Se vos entregardes a Ele e O aceitardes como vosso Salvador, sereis então, por pecaminosa que tenha sido vossa vida, considerados justos por Sua causa. O caráter de Cristo substituirá o vosso caráter, e sereis aceitos diante de Deus exatamente como se não houvésseis pecado.

E ainda mais, Cristo mudará o coração. Nele habitará, pela fé. Pela fé e contínua submissão de vossa vontade a Cristo, deveis manter essa ligação com Ele; e enquanto isso fizerdes, Ele operará em vós o querer e o efetuar, segundo a Sua vontade. Podereis então dizer: "A vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim." Gál. 2:20. Disse Jesus a Seus discípulos: "Não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós." Mat. 10:20. Assim, atuando Cristo em vós, manifestareis o mesmo espírito e praticareis as mesmas obras - obras de justiça e obediência.

Nada temos, pois, em nós mesmos, de que nos possamos orgulhar. Não temos nenhum motivo para exaltação própria. Nosso único motivo de esperança está na justiça de Cristo a nós imputada, e naquela atuação do Seu Espírito em nós e através de nós.

Quando falamos em fé, devemos ter presente uma distinção. Existe uma espécie de crença que é inteiramente diversa da fé. A existência e poder de Deus, a veracidade de Sua palavra, são fatos que mesmo Satanás e seus exércitos não podem sinceramente negar. Diz a Bíblia que "também os demônios o crêem e estremecem" (Tia. 2:19); mas isto não é fé. Onde existe não só a crença na Palavra de Deus, mas também uma submissão à Sua vontade; onde o coração se Lhe acha rendido e as afeições nele concentradas, aí existe fé - a fé que opera por amor e purifica a alma. Por esta fé o coração é renovado à imagem de Deus. E o coração que em seu estado irregenerado não era sujeito à lei de Deus, agora se deleita em Seus santos preceitos, exclamando com o salmista: "Oh! quanto amo a Tua lei! É a minha meditação em todo o dia!" Sal. 119:97. E cumpre-se a justiça da lei em nós, os que não andamos "segundo a carne, mas segundo o espírito". Rom. 8:1.

Há os que já experimentaram o amor perdoador de Cristo, e que desejam realmente ser filhos de Deus, contudo reconhecem que seu caráter é imperfeito, sua vida faltosa, e chegam a ponto de duvidar se seu coração foi renovado pelo Espírito Santo. A esses eu desejaria dizer: Não recueis, em desespero. Muitas vezes, teremos de prostrar-nos e chorar aos pés de Jesus, por causa de nossas faltas e erros; mas não nos devemos desanimar. Mesmo quando somos vencidos pelo inimigo, não somos repelidos, nem abandonados ou rejeitados por Deus. Não; Cristo está à destra de Deus, fazendo intercessão por nós. Diz o amado João: "Estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo." I João 2:1. E não esqueçais as palavras de Cristo: "O mesmo Pai vos ama." João 16:27. Ele deseja atrair-vos de novo a Si, e ver refletidas em vós Sua pureza e santidade. E se tão-somente vos renderdes a Ele, Aquele que em vós começou a boa obra há de continuá-la até o dia de Jesus Cristo. Orai com mais fervor; crede mais plenamente. À medida que formos desconfiando de nosso próprio poder, confiemos mais no poder de nosso Redentor, e haveremos de louvá-Lo, a Ele que é a saúde da nossa face.

Quanto mais perto vos chegardes de Jesus, tanto mais cheio de faltas parecereis aos vossos olhos; porque vossa visão será mais clara e vossas imperfeições se verão em amplo e vivo contraste com Sua natureza perfeita. Isto é prova de que os enganos de Satanás perderam seu poder; que a influência vivificante do Espírito de Deus está a despertar-vos.

Não pode habitar um amor profundo e arraigado no coração daquele que não reconhece sua pecaminosidade. A alma transformada pela graça de Cristo admirará o Seu caráter divino; se, porém, não reconhecemos nossa própria deformidade moral, é isto uma prova inequívoca de que não obtivemos uma visão da beleza e excelência de Cristo.

Quanto menos virmos em nós mesmos digno de estima, tanto mais havemos de ver digno de estima na infinita pureza e amabilidade de nosso Salvador. A vista de nossa pecaminosidade impele-nos para Ele, que é capaz de perdoar; e quando a alma, reconhecendo o seu desamparo, anseia por Cristo, Ele Se revelará em poder. Quanto mais a sensação de nossa necessidade nos impelir para Ele e para a Palavra de Deus, tanto mais exaltada visão teremos de Seu caráter, e tanto mais plenamente refletiremos a Sua imagem.

Fonte: Livro "Caminho a Cristo"







O Arco-Íris

Bom dia queridos!!!!!! Sempre que posto uma mensagem aqui, tenha certeza de que veio ao encontro das minhas necessidades. É sempre por algo que estou passando e Deus maravilhosamente supre-as. E minha alegria é tanta que preciso compartilhar com voces. A mensagem de hoje acalmou me coração intranquilo. Esta mensagem fala da experiência que Terrie Ruff. 


Porei nas nuvens o Meu arco; será por sinal da aliança entre Mim e a terra. Gênesis 9:13. 

Alguma vez você já se sentiu abandonada por Deus? Já se perguntou, no fundo do coração, se desta vez foi Ele quem Se mudou, e não você? Já se questionou, como Jó, sobre o porquê da prosperidade dos ímpios? Alguma vez perguntou a Deus: Por que eu? 

É geralmente quando estou deitada quieta na cama, recapitulando os eventos do dia e antecipando os que virão, enquanto me preparo para o quieto repouso, que as perguntas vêm. Nos meus momentos de silêncio, quando a vida está quieta, luto com perguntas acerca do meu Deus. 

Meus dias como assistente social estão repletos de minha doação aos outros: dou de mim mesma – telefonemas, reuniões com famílias, visitas aos lares, aconselhamento. Sem esquecer a papelada. Mesmo voltando do trabalho para casa, sinto a agitação febril, a realidade de viver num congestionado isolamento, na selva de concreto do sucesso.

Ao fechar as janelas do carro para não sentir frio, o barulho tão alto e dispersivo silencia. As conversas nas ruas e nos carros ao meu lado se calam. Tudo está quieto no meu carro, e nesse momento esforço-me para ouvir a Deus. Mas não ouço nada – e preciso de algo, de Alguém. A assistente social, a doadora, é agora a necessitada. Começo a me sentir totalmente só no silêncio. 

Por que Deus fica tão quieto quando estou magoada e precisando de cura? 

Por que Ele silencia quando preciso de Sua força e poder? 

Por que tenho a impressão de que Ele não é um Deus relevante? 

Então alguma coisa me atrai o olhar, e minha atenção é chamada para o céu. Diretamente diante de mim, no meio de um dia perfeitamente ensolarado, vejo um arco-íris rodeando uma nuvem. É verdadeiramente incrível contemplar isso! Começo a sorrir, depois a rir. 

Deus não mais está silente. Não mais está imóvel. Ele é relevante. 

É Aquele que me cura, é meu poder, meu Deus atento. Revelou-Se a mim no símbolo de uma nuvem rodeada por um arco-íris, o concerto de Deus, o Seu sinal de amor, Sua promessa de ser o Deus de Terrie Ruff. Seu sinal abrange o espaço entre o Céu e a Terra. 

Agradeço a Deus pelo dom de um arco-íris naquele dia; porém, mais importante, sou grata pelo Doador do arco-íris.

Que esta mensagem alcance seu coração atribulado, assim como alcançou  meu.


Pegadas na neve


E aquele que não carrega sua cruz e não Me segue não pode ser Meu discípulo. Lucas 14:27, NVI 

Era um belo dia de inverno. Alguns amigos e eu decidimos caminhar na neve. Depois de seguir por uma estrada, fomos atravessar um campo. A neve havia formado uma crosta durante as frias noites de inverno, e começamos a pisar com força para avançar. Seguimos uns aos outros; o homem, sua esposa, e depois eu andando nas pegadas deles. 

Eu tentava acompanhar seu ritmo, mas era difícil andar em suas pegadas. Então decidi deixar sua trilha e fazer meu próprio caminho. Achei que seria mais fácil, mas não demorou para que eu percebesse que o mais fácil era seguir nos passos deles, em vez de abrir o meu caminho na neve profunda. 

O que dizer sobre seguir a Jesus? Estamos no caminho certo, seguindo Suas pegadas, ou tentamos abrir nosso próprio caminho? Nem sempre é fácil seguir a Jesus. 

Quando decidimos seguir o Senhor de todo o coração, temos que lutar contra dificuldades e tentações. Jesus sabia disso e declarou: “E aquele que não carrega sua cruz e não Me segue não pode ser Meu discípulo” (Lucas 14:27), e: “Quem não toma a sua cruz e não Me segue, não é digno de Mim” (Mateus 10:38, NVI). 

Essas são palavras duras. Que significam elas para nós? É uma decisão crucial. Quem a tomar não se lamentará, embora as pessoas e as circunstâncias possam tornar difícil segui-Lo. Mas precisamos pensar em Jesus, que é nosso exemplo e percorreu o caminho antes de nós. Ele sofreu em nosso lugar, tomando sobre Si nossos fracassos e pecados, para que pudéssemos seguir com segurança as Suas pegadas. 

A trilha que Jesus tomou não foi fácil – custou-Lhe a própria vida. Ele fez isso porque ama a você e a mim. No poema “Pegadas na Areia”, Mary Stevenson escreve: “Quando viste na areia apenas um par de pegadas, foi exatamente aí que te carreguei nos braços.” 

Não estamos sós. Temos alguém conosco, alguém que Se interessa intensamente por nós. Não importa qual seja a sua vida, Jesus conhece as dificuldades e caminha com você. Ele a carrega, quando você não consegue avançar por conta própria. 

Quando você não souber como continuar, quando sua cruz parecer pesada demais, Ele a ajudará a carregá-la. É mais fácil colocar os pés nas pegadas na neve do que fazer a própria trilha. É mais fácil andar nas pegadas de Jesus do que avançar sem Ele. 

Decida seguir a Jesus hoje. 

Não desista! 

Meditação da Mulher - 2012
Escrito por Katharina Heise

QUAL É A SUA ATITUDE EM RELAÇÃO À ETERNIDADE?

  
E, se vos digo a verdade, por que não credes? João 8:46
Um violento terremoto causou sérios danos a vários edifícios e matou muitas pessoas na Colômbia há alguns anos. Um edifício em particular, um prédio de apartamentos recém-inaugurado, sofreu um abalo tão grande que toda a fachada ruiu e seus moradores foram lançados para fora. A rua em frente ao prédio transformou-se em um amontoado de corpos e mobílias.
Um exame na estrutura do edifício revelou que o construtor havia usado ferro, e não aço como constava no contrato, para reforçar a edificação. Ele lucrava com a utilização de um material mais barato. Pensava que era mais esperto que todos. A ganância daquele homem resultou em tragédia para muitas famílias.
A atitude do construtor não nos faz lembrar da maneira como milhões de pessoas tratam as instruções das Sagradas Escrituras? Apesar das claras afirmações sobre o caminho da salvação e do juízo vindouro, elas ignoram seus ensinamentos e advertências tentando “aproveitar ao máximo esta vida”. Sacrificam o futuro, que é eterno, em função do presente, transitório e fugaz.
Não podemos decidir por nós mesmos as condições nas quais Deus terá a obrigação de nos aceitar. O que Paulo falou ao carcereiro é válido para nós também: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” (Atos 16:31). O próprio Filho de Deus, que é justo, abriu o caminho para que o Pai nos aceite por meio de Sua morte na cruz. Receba-O pela fé!

OLHE BEM



Os teus olhos olhem direito, e as tuas pálpebras, diretamente diante de ti. Prov. 4:25.

Foi apenas um segundo de distração e meu carro saiu da estrada. O acidente poderia ter sido fatal se não fosse a mão misericordiosa de Deus. Depois que o susto passou, agradeci ao Senhor e lembrei-me de uma expressão que a minha mãe repetia quando eu era garoto: “Menino, olhe por onde anda!”

Olhar para o caminho, não se distrair, não tentar fazer duas coisas ao mesmo tempo é básico para chegar com sucesso ao fim do caminho, e esta vida é um caminho. É uma longa jornada que começa no dia em que nascemos. É uma estrada cheia de obstáculos, perigos, dificuldades e desafios.

O provérbio de hoje enfatiza o verbo olhar. Em hebraico, é o verbo nabat, que significa olhar, considerar, perceber, advertir. Embora comumente se use nabat dentro da conotação física, essa palavra é usada com freqüência num sentido figurado para expressar uma percepção espiritual. Afinal de contas, o propósito dos conselhos divinos não é apenas que não tropecemos aqui, mas que cheguemos vitoriosos ao glorioso destino.

Existem muitos motivos de distração ao longo desta vida. Vozes. Muitas vozes. Luzes. Filosofias atrativas. Estímulos fascinantes. Por isso, em Provérbios 4, Salomão aconselha que haja uma concentração completa do ser inteiro, afim de não se afastar da senda correta. Que “os teus olhos olhem direito”, adverte. Mas não apenas os olhos, os ouvidos também (v. 20) e o coração (v. 21) e as pálpebras (v. 25) e os pés (vs. 26 e 27).

Algum relacionamento seu anda mal? Alguma coisa não está funcionando como deveria na sua vida profissional, familiar ou pessoal? Então, olhe. Não com os olhos, mas com a alma. Pergunte a si mesmo, no íntimo do coração: “Estou andando no caminho certo? Ou em algum momento, em alguma circunstância, perdi o rumo?” Perder o rumo é perder o controle, e perder o controle pode ser fatal, não apenas para você, mas para tanta gente que vive ao seu redor.

Antes de sair de casa hoje, volte os olhos para os conselhos divinos. Estenda a mão em direção a Deus e deixe-se guiar. A vida é mais segura quando o guia é alguém que não pode errar. Tenha um bom dia e que “os teus olhos olhem direito, e as tuas pálpebras, diretamente diante de ti”.

Pr. Alejandro Bullón







O CAMINHO DA HUMILDADE



Guia os humildes na justiça e ensina aos mansos o Seu caminho. Sal. 25:9.

Você já encontrou uma pessoa orgulhosa e justa? O orgulhoso acha que sabe tudo. Não aceita conselhos. Sua vida está tão cheia dele mesmo que não existe lugar para Deus. Como Deus pode guiar uma pessoa orgulhosa? E como essa pessoa pode ser feliz se a felicidade consiste em andar nos caminhos de Deus?

O apóstolo Pedro disse, em certa ocasião: Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a Sua graça. Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que Ele, em tempo oportuno, vos exalte.” I Ped. 5:5 e 6.

Como Deus exalta uma pessoa humilde? Mostrando-lhe o caminho, falando ao seu coração, conduzindo-a pelas veredas da nobreza, ensinando-lhe a reconhecer seus erros e a pedir perdão, a ser compassiva, a estender a mão para dar uma segunda oportunidade a quem errou. O resultado de tudo isso é que as pessoas passam a admirá-la, a amá-la e a segui-la. E assim Deus cumpre Sua promessa de exaltá-la.

A pessoa orgulhosa, dizia Benjamim Franklin, almoça vaidade, e janta desprezo. O orgulho a conduz, mais cedo ou mais tarde, ao terreno da vergonha e do fracasso. Vida profissional acabada, amizades rompidas. Tudo isso é o resultado de não ter se deixado guiar por Deus.

Mariano Aguilo costumava dizer: “Se o homem orgulhoso soubesse como é ridícula a imagem que projeta, até por orgulho aprenderia a ser humilde.” Mas o orgulhoso é incapaz da autocrítica.

A humildade é necessária para sermos justos, e você e eu precisamos ser justos, como esposos, como pais, como empregados ou empregadores, ou simplesmente como seres humanos. Não é possível fazer ninguém feliz, sem humildade.

Segundo o salmo de hoje, só é possível sermos justos se nos deixarmos ser conduzidos por Deus. Afinal de contas, quando Jesus esteve neste mundo disse: “Aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração.” Mat. 11:29.

Existem feridas que você abriu? Corações tristes que você magoou? Aprenda de Jesus todos os dias e lembre-se de que Ele “guia os humildes na justiça e ensina aos mansos o Seu caminho”.

Pr. Alejandro Bullón

SABER DECIDIR



Ao homem que teme ao Senhor, Ele o instruirá no caminho que deve escolher. Sal 25:12.

Se você pudesse fazer um levantamento das vezes em que tomou decisões erradas, qual seria o resultado?

“Pastor”, dizem as pessoas, “eu tinha certeza de que meu casamento iria dar certo.” “Achei que este negócio era o grande negócio da minha vida.” “Nunca pensei que vir a este país seria a minha desgraça.” “Escolher esta profissão foi um erro.”

Agora, imagine como seria sua vida se Deus, que nunca erra, o tivesse instruído no caminho que você devia escolher. Você acha que as coisas seriam diferentes?

Uma das estrelas da música brasileira morreu vítima da Aids, em plena juventude. Numa das suas últimas entrevistas, disse: “Não me arrependo de nada que fiz. Se tivesse que viver outra vez, viveria tudo de novo.” Mas se tivesse feito as decisões certas, com certeza teria vivido mais.

Saber viver é saber decidir. Quando Francisco Pizarro e um grupo de espanhóis chegaram à ilha de Gallo, o líder viu que os companheiros se acovardavam diante das perspectivas do sofrimento que lhes aguardava. Então, com a ponta de sua espada, fez uma linha simbólica sobre a areia da praia e disse: “Deste lado vos espera a morte, a fome, a chuva o desamparo e a glória. Deste outro, a vida descansada em tranqüila pobreza. Cada um faça a sua escolha.” Tendo dito isto, foi o primeiro a pular a linha, e 13 dos seus companheiros pularam atrás dele. Foi assim que se iniciou a conquista do império dos incas.

Foi uma decisão na procura de riqueza e de glória terrenas, é verdade. Mas, todos os dias, a cada instante, precisamos tomar decisões para a vida ou para a morte, para a felicidade ou para a desgraça. Nessas horas, Deus está disposto a instruir você para fazer a escolha certa.

O que fazer para que a ajuda divina seja uma realidade? O texto afirma: “Ao homem que teme ao Senhor, Ele o instruirá.” “Temer ao Senhor” é tê-Lo presente, reconhecê-Lo como Criador, reconhecer-nos como criaturas, abrir os olhos e os ouvidos aos Seus conselhos através da leitura da Bíblia, e depois partir sem medo para os desafios que o aguardam ao longo da estrada.

Torne sua, hoje, a oração do salmista, e lembre-se: “Ao homem que teme ao Senhor, Ele o instruirá no caminho que deve escolher.”

Pr. Alejandro Bullón

SEJA PACIENTE E PERDOADOR



A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias. Prov. 19:11.

Você briga, discute e reclama porque acha que está se defendendo. À luz do conselho de hoje, você perde cada vez que fica nervoso.

A tradução literal do texto seria: “a sabedoria do homem o torna longânimo”. A palavra hebraica é sekel, que significa sabedoria, prudência, e não especificamente discrição, embora a discrição seja parte da sabedoria. O homem sábio é paciente. Não explode diante da primeira provocação. Observa, analisa e estuda a situação.

“Isso depende da personalidade de cada um”, você pode argumentar. E é possível que o seja. Mas o propósito da sabedoria não é colocar o selo de aprovação nas atitudes humanas. É transformar o temperamento e ensiná-lo a ser feliz.

O caminho da paciência e do perdão é o único que o levará à grandeza. Mas como perdoar se alguém entrou na minha casa, estuprou e matou a minha filha? Sei que é difícil. Impossível talvez, do ponto de vista humano. Mas as coisas impossíveis para o homem são possíveis para Deus.

Ser paciente e perdoador não significa ser insensível. Claro que a dor estará presente. É inevitável. É possível que lampejos de ódio e de vingança passem rapidamente por sua mente. É natural. Você seria um robô sem sentimentos se não sentisse a raiva e a revolta tentando fazer ninho em seu coração.

O problema é permitir que esses sentimentos negativos se apoderem do seu ser, entregando-se voluntariamente à escravidão do rancor, envenenado pela amargura e ressentimento.

Sabedoria não combina com ódio, nem desejo de vingança. Por um motivo: a sabedoria tem como único objetivo levá-lo a ser feliz. E só paciência e perdão conseguem isso.

Louve a Deus pela vida, pelos momentos bons e até pelas provações e dificuldades que aparecem na vida. Faça de hoje um dia de paciência. Não exploda com facilidade. Não diga coisas das quais depois irá se arrepender. É tão fácil abrir uma ferida; difícil é vê-la cicatrizada. Vá a Jesus. Só Ele pode tirar do seu coração a dor e amargura e colocar paz e perdão sem os quais não há modo de ser feliz.

Ah, e não se esqueça: “A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias.”

Pr. Alejandro Bullón

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